“Se nada der certo, eu viro hippie” era uma das maiores comunidades do finado Orkut e mostra que todo mundo tem um desejo interno de largar tudo e viver na praia, com as coisas que a natureza dá. John Wehrheim vai fazer esse seu sentimento de largar tudo aflorar novamente com as fotos que ele tirou do Taylor Camp, um acampamento hippie no Havaí dos anos 70.

Em 1969, treze hippies fugiram dos Estados Unidos em meio aos protestos contra a Guerra do Vietnã e à violência policial para viver em Kauai, uma ilha havaiana. Em pouco tempo eles foram presos por vadiagem e condenados a 90 dias de trabalho duro. Porém o irmão rico da atriz Elizabeth Taylor, Howard Taylor, pagou a fiança deles e os convidou para viver na praia em frente a sua propriedade.

Lá eles foram “largados”: eles viviam sem lei, regulamentação ou supervisão. Logo os 13 hippies se tornaram um enorme grupo formado por hippies, surfistas e veteranos do Vietnã revoltados que procuravam escapar da vida materialista americana e viver suas vidas em um lugar pacífico onde o uso da roupa era opcional e o uso de maconha era liberada.

No acampamento o uso de roupa era opcional, não haviam leis e o uso de maconha era liberado.

No acampamento o uso de roupa era opcional, não haviam leis e o uso de maconha era liberado.

A primeira visita de John foi em 1971, mas apenas em 1976 ele começou a documentar como era a vida naquelas casas feitas de bambu e galhos, com teto feito de latinhas recicladas e plástico, como frágeis mosquiteiros improvisados. O que ele retratou foi uma vila criada e cercada de amor, criatividade, liberdade e felicidade. Tudo com muito respeito à natureza, sem as obrigações (sem sentido, algumas vezes) da vida nos grandes centros. Tudo isso, infelizmente, durou apenas oito anos.

Em 1977, após várias tentativas do governo para destruir esse pedacinho de paz no meio do paraíso, eles conseguiram. O jeito que o governo achou para fazer isso foi comprar as terras de Howard Taylor e então queimar a vila inteira e construir um parque estadual sem nenhum resquício do que era aquele lugar.

Não fossem as fotografias e o documentário de John sobre a vila, talvez essa história teria sido perdida. Você pode conferir as imagens na galeria no começo desse post! E aí, dá vontade ou num dá de largar tudo?

 

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