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Quem?!?! Apresentadora do programa “ A Liga”

MTV
Emílio: Você era da MTv, né?
Sophia: Eu era da MTV. Fiquei dois anos lá e depois saí. Fui para “A Liga”.
Bola: Por que você saiu?
Sophia: Olha, eu apresentei o “Top 10” primeiro e depois eu fiz o “Acesso MTV” durante um ano junto com a Kika e o Léo (Madeira). E eles queriam que eu continuasse a fazer o “Acesso” só que com uma outra proposta, que seria mais voltada para os adolescentes. E, nada verdade eu sou atriz, então eu estava na MTV porque eu gosto de música e falar de música, mas aí eu não curto muito o tipo de música que ia começar a passar no “Acesso”, sabe?
Bola: Mas você estava na MTV por falta de opção como atriz ou não?
Sophia: Não, não! Foi porque eles me chamaram para fazer um teste e tal. Porque eu gosto muito de música e, enfim, relativamente sou entendida sobre o assunto para pelo menos falar um pouco. E aí eu fiz o teste, passei e fiquei dois anos. Fui super feliz nesses dois anos que fiquei lá. Mas começou a ter uma outra proposta e que eu não queria. Não queria ficar falando sobre bandas adolescentes, Crepúsculo, sabe. São coisas que não me interessam tanto.

CINEMA
Emílio: E você fez cinema ou ainda está estudando cinema?
Sophia: Agora, eu acabei de trancar o curso. Falta um ano, na verdade. Por conta das gravações da “Liga” estava muito difícil conciliar as duas coisas, daí eu tranquei e estou só com “A Liga”. Falta pouco para eu me formar, mas ainda falta.

A LIGA
Emílio: e como é que você entrou na liga? Você fez teste, como foi?
Sophia: Então, foi assim. Um amigo meu me indicou porque eles estavam atrás de uma atriz jovem, enfim, daí eu fiz o teste e passei. E “A Liga” é um programa incrível, né? Mais do que uma experiência profissional também é uma experiência de vida. Você aprende muito ali.
Carioca: Eu vi uma propaganda de vocês matando um boi, um touro, sei lá.
Sophia: Ah, nem me fale.
Emílio: Como é que é o negócio?
Carioca: Tinha um cara abatendo um boi e ela olhando quase chorando. Eu vi só uma chamadinha.
Sophia: Foi um programa sobre trabalho infantil. Foi o primeiro programa que foi ao ar dessa temporada que a gente foi até o interior do Rio Grande do Norte onde tinham crianças trabalhando em um matadouro. Na verdade, em uma casa de fato, onde eles limpam as vísceras brancas do boi. É um negócio nojento, absolutamente nojento, horrível.
Emílio: As crianças trabalhando ou o boi.
Sophia: Os dois. Horrível ver as crianças trabalhando, crianças de sete anos. Uma coisa super impactante. Era um universo completamente à parte do nosso. Um mundo diferente do nosso.
Carioca: Você não achava que existia isso no mundo.
Sophia: É! E “A Liga” faz isso constantemente. Mostra que o que a gente acha que seja o Brasil, na verdade não é, sabe? Existem um milhão de realidades por aí que a gente não faz nem ideia. Pessoas que passam muita necessidade, pessoas que são completamente excluídas. E “A Liga” entra em contato com essas realidades e é muito difícil para o apresentador, porque você vai lá, você se envolve com a matéria, você conhece as crianças que trabalham naquele lugar e depois você vai fazer o que? Vai sair de lá, chegar na sua casa, ligar sua TV a cabo e ficar numa boa?
Carioca: Ficar tranquilona.
Sophia: É muito difícil, porque você tem que se envolver até certo ponto, mas, ao mesmo tempo, você tem que manter uma certa distância. E esse das crianças que você falou foi bastante difícil pra mim.

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