Greta Thunberg tem 16 anos, mora na Suécia e à primeira vista pode se passar por uma adolescente comum. Só que ela incentiva alunos a matarem aula, mas não por uma causa qualquer: é uma forma de protestar por medidas contra as mudanças climáticas.

Por inspirar um movimento global, membros do parlamento norueguês anunciaram na quarta-feira (13) que Greta foi indicada para o Prêmio Nobel da Paz de 2019. “Nós sugerimos Greta Thunberg porque se não fizermos nada para deter as mudanças climáticas, isso causará guerras, conflitos e refugiados”, afirmou o parlamentar Freddy André Øvstegård à agência AFP.

Honrada e muito agradecida por essa nomeação

A estudante idealizou o movimento ‘#FridaysForFuture’ (Sextas Pelo Futuro, em tradução livre), no qual convida alunos a participarem de uma greve mundial para pressionar autoridades a tomarem ações mais eficazes pelo clima.

Na próxima sexta (15), ela convocou o que pode ser sua maior manifestação – até agora – que contará com a mobilização de estudantes em mais de 100 países.

1659 lugares em 105 países. E contando. Amanhã entraremos em greve nas escolas pelo nosso futuro. E continuaremos a fazer isso pelo tempo que for preciso. Adultos são mais do que bem-vindos para se juntarem a nós. Unam-se através da ciência.

A jovem conta em seu Twitter que tem síndrome de Asperger – um espectro mais brando do autismo. A ativista ficou conhecida após protestar em frente ao parlamento sueco em agosto do ano passado e desde então já discursou na Conferência da ONU sobre o clima e no Fórum Econômico Mundial de Davos.

Caso leve o prêmio neste ano, será a ganhadora mais jovem – marco que hoje pertence a ninguém menos que Malala Yousafzai, que recebeu o Nobel da Paz aos 17 anos.

Como explica a BBC, políticos, acadêmicos e personalidades que já ganharam o prêmio podem indicar candidatos em potencial. O grande vencedor é anunciado em Outubro e o prêmio é entregue em Dezembro, na Noruega. De acordo com o site oficial, em 2019 há 301 candidatos.

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