Nos Estados Unidos a National Advertising Division, órgão regulador de publicidade, está tomando novas medidas para restringir o uso de manipulação de imagem enganosa em anúncios de cosméticos. Em um ato histórico, decidiu proibir um anúncio do rímel NatureLuxe Mousse Mascara da marca CoverGirl.

A campanha, estrelada pela modelo Ann Ward, vencedora do reality show America’s Next Top Model, apresentado pela top Tyra Banks, diz que o rímel poderia aumentar o volume “2 x mais”, mas em letras pequenas na parte inferior, dizia que o modelo de cílios, de fato, foi melhorado pelo Photoshop.

Essa não é a primeira vez que empresas de beleza, têm tido problemas de uso excessivo de Photoshop.

Em junho, a Advertising Standards Authority, associação britânica que regulamenta as publicidades do Reino Unido, decidiu proibir os anúncios da Lancôme e Maybelline, que trazem Julia Roberts e Christy Turlington como garotas propaganda.

A justificativa para a proibição foi: propaganda enganosa. Segundo a associação, o uso excessivo de programas de tratamento de imagem fazem como que o público alvo das marcas (no caso as mulheres) tenham uma visão distorcida da realidade, afinal, ninguém tem a pele igual a de Christy nessa peça publicitária, nem conseguirá ter usando os produtos das marcas anunciadas, por exemplo. 

Em sua defesa, a L’Oréal, que detém as marcas que sofreram censura, afirmou usar programas como Photoshop para tratamento das fotos, mas bateu o pé afirmando que Julia Roberts tem a pele exatamente da forma retratada na campanha. Sobre a imagem de Christy Turlington, a justificativa foi que a pós-produção do anúncio foi usada apenas para acentuar os efeitos gerados pelo produto da marca.

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