Babi Beluco é considerada O Corpo no mundo da moda. Desde 2012, é sucessora da australiana Elle Macpherson no título e ficou conhecida por campanhas e desfiles de moda praia. 

Aos 31 anos, as passarelas e páginas de revista não são mais os únicos caminhos da modelo. Ela está estudando para ser atriz, disputando maratonas mundo afora e ainda tem um site sobre saúde e corridas, o BeBang e estreia em breve um canal no YouTube. Babi Beluco acumula vitórias pessoais além do pódium. Fez tudo isso apenas três anos após um grave acidente de carro na Argentina em que correu o risco de ficar tetraplégica.

A catarinense falou com o Virgula sobre a profissão de modelo e padrões de beleza logo após a realização da SPFW, que ficou marcada pela morte do modelo Talles Cotta. Também contou os novos desafios na carreira e na vida pessoal, poucos dias após pegar terceiro lugar na Big Sur, na Califórnia, maratona mais bonita do mundo, realizada na costa do Pacífico.

Entre o Brasil, Estados Unidos e outros países ao lado do marido e advogado Marcos Motta, ela já escolheu seu próximo desafio: será a maternidade. “Ele tem 48 anos e brinca que está prontíssimo para ser pai”. E ela? Babi conta que nunca teve muito instinto materno, mas agora a vontade está surgindo.

Confira trechos da entrevista por telefone com Babi Beluco:

Virgula: Como divide seu tempo hoje entre modelar e as corridas?

Babi Beluco: Já estou com 31 anos e não serei modelo por muito mais tempo. Já as corridas são parte de minha desde os 14 anos, quando aprendi a correr com meu pai, mas ainda não disputava maratonas até três anos atrás. Hoje, estou mais para atleta do que para modelo. Também estou estudando interpretação, acabei de fazer um curso em Los Angeles e quero experimentar ser atriz.

Virgula: As maratonas vieram após o acidente de carro na Argentina?

Babi Beluco: Foi esse acidente que desencadeou. Fiquei uma semana sem caminhar e, quando me dei conta que poderia ter ficado tetraplégica, decidi me propor esse desafio. Fiquei sete meses sem correr para me recuperar e depois comecei a treinar. A primeira foi a de Berlim. Corri a última há poucos dias. Para minha surpresa, peguei pódium na Big Sur (maratona mais bonita do mundo, realizada na Califórnia). Fiquei em terceiro lugar entre as mulheres que percorreram 30 km. E agora estou treinando para a de Chicago, uma das cinco maiores maratonas do mundo, que acontece em 13 de outubro.

Virgula: A última SPFW acabou marcada pela morte de Talles Cotta. Como você enxerga as passarelas hoje? Modelar se tornou uma profissão de risco?

Babi Beluco: O mundo fashion, especialmente da alta moda, teve um pequeno capítulo de maior humanização dos modelos, com as superpoderosas do Brasil. Depois, a indústria fashion voltou a tratar os modelos como cabides. As pessoas se tornam objetos para mostrar os produtos. O produto é que deve importar e se destacar. As próprias agências explicam isso para os profissionais. O show tem que continuar, a regra é essa. Mas imagino que, no momento do desfile, ninguém pensou que o modelo chegasse a morrer.

Virgula: Mas a SPFW também se destacou pela diversidade, inclusive em desfiles de moda praia. Como você, que é considerada O Corpo, vê essa abertura de espaço para outros padrões?

Babi Beluco: É superimportante mostrar que a beleza está em todos os padrões. Nós, modelos, temos um padrão determinado. Na passarela nem tanto, mas a maioria das marcas já não quer mais esse padrão. Acontece que eu nasci desse jeito. Outro dia mesmo fui cortada de um comercial por ser muito magra.

Virgula: Quais os seus próximos desafios na vida profissional?

Babi Beluco: Acabei de voltar de Los Angeles, onde fiz uma espécie de retiro para estudar interpretação na Graham Shiels Studios (escola de atores com foco em séries e filmes da TV norte-americana) e para treinar para a Big Sur e Chicago. Também tenho o Bebang, que é um site que ajuda a fazer escolhas certas para ter uma vida melhor. Também estreio no próximo mês um canal no YouTube sobre corridas.

Virgula: Você se casou há pouco menos de um ano. Quais seus próximos passos na vida pessoal?

Babi Beluco: Encomendar um baby, né? Meu marido tem 48 anos e quer. Brinca que está prontíssimo. Eu nunca tive muito essa coisa de instinto materno. Mas agora a vontade está surgindo, especialmente ao ver duas grandes amigas encarando esse desafio, como a Shantal Verdelho. Estou pronta também.

Fechar X

 

 

 

Fechar X
Sem mais artigos