(Foto: reprodução/ Instagram)

Recentemente uma imagem impressionante tem rodado a internet: a de uma mulher que fez procedimento estético de camuflagem para cobrir as estrias nos glúteos, e por causa da exposição ao sol ficou com a parte do corpo toda marcada.

A Dra. Rosangela Robledo, especialista em criolipólise, estrias e melasma na clínica Estética Rosangela Robledo, de São Paulo, publicou a foto em suas redes sociais e explicou o porque isso acontece. Ela também alertou das consequências desses procedimentos estéticos, que estão virando moda e sendo feitos até por famosos.

“Na foto, como podem ver, foi feito a técnica que permite a coloração da pele com objetivo de camuflar as estrias. O que ocorre é que o resultado a princípio parece muito bom, mas com o decorrer do tempo sabemos que a tinta pode migrar e mudar de cor. A pele sofre mudanças e não teremos controle sobre isso”, diz ela, e continua: “O processo fisiológico da pele em cada ser humano age de forma singular, único e depende de fatores externos também, como por exemplo a exposição solar e o pigmento que não é foto reativo com o sol. Ou seja, quando for pegar aquela praia, existe uma grande possibilidade de que a cor usada, fique contrastada com o bronzeado”.

Dra. Rosangela, que a principio não quis se manifestar por respeito aos colegas de profissão que oferecem a técnica em suas clínicas, mudou de ideia e decidiu tornar a sua opinião pública com o objetivo de ajudar e alertar quem está pensando em camuflar as estrias e olheiras.

“Os pigmentos são basicamente feitos de óxidos de ferro que são responsáveis pela cor e por dióxido de titânio responsável pela cor branca, até aí nada de mais. O maior problema ou o nosso maior inimigo é realmente o sol. Ele tem a capacidade de nos deixar bronzeados quando expostos devido a sua radiação, que quando atinge as partículas de pigmentos fazem com que elas ‘oxidem’, ou melhor, sofram uma mutação em sua forma química que pode fazer com que a cor seja alterada”.

“O óxido de ferro que dá cor aos pigmentos em geral não sofre grandes alterações com o passar do tempo, agora o dióxido de titânio que tem em grandes quantidades nas cores de pele, como disse, esse sim se exposto à radiação solar vai mudar de cor em gral para um tom possivelmente esverdeado”, diz a especialista.

“Assim, o sonho de acabar com as estrias para ir à praia pode se tornar um pesadelo. Agora imagine isso nas olheiras”, finaliza.

Confira o post:

Outras opiniões

Em reportagem do Virgula publicada em março, a dermatologista Dra. Ana Carolina Sumam contra indica tatuar olheiras e estrias. “O paciente se expõe ao sol e, de certa forma, fica diferente. No caso da olheira, sem dúvida é contraindicado, porque com o processo de envelhecimento a pele vai caindo, e o local que foi tatuado não vai estar na mesma posição”.

Na mesma matéria a Dr. Beatriz Lima diz: “O uso de corretivos e maquiagens é melhor, pois também encobrem a cor e não tem caráter definitivo. A tatuagem não resolve a causa das olheiras e pode complicar a situação. Ou seja, há possibilidade da olheira continuar evoluindo e mudando de cor, com piores resultados estéticos e de caráter permanente”.

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