Columbine, Marjory Stoneman Douglas, Virginia Tech e Sandy Hook Elementary: as histórias destas quatro escolas foram marcadas com tiroteios em massa que chocaram os Estados Unidos e o mundo. Contudo, agora elas têm mais um elemento em comum: seus nomes viraram estampas de moletons da marca Bstroy. As peças também possuem buracos semelhantes a marcas de tiros.

As estampas foram apresentadas em um desfile em Nova York e está causando revolta nas redes sociais. Os designers Brick Owens e Duey Catorze foram acusados de tentarem lucrar com as tragédias que, juntas, deixaram aproximadamente 100 mortos, de acordo com a CBS News.

“Em que mundo alguém acharia isso uma boa ideia?”, publicou Fred Guttenberg no Twitter. Sua filha, Jaime, morreu no massacre ocorrido na Stoneman Douglas High School, na Flórida, em Fevereiro de 2018.

Angelina Lazo, outra sobrevivente do tiroteio, comentou em uma das fotos da grife: “eu vivi isso. Lucrar em cima de algo tão patético é nojento… Você não sabe como é viver todos os dias com lembranças em qualquer lugar que você vá. É extremamente traumático não só para mim, como para outras centenas de pessoas que vivenciaram esse tipo de violência. Isso é nojento”, protestou.

Em nota enviada por e-mail ao programa ‘Today’, Owens explicou que o objetivo era “se posicionar sobre violência com armas… Além de empoderar os sobreviventes da tragédia com roupas que contem uma história”.

Em seu Instagram pessoal, o cofundador da marca publicou o cartão da polêmica coleção denominada ‘Samsara’:

“Às vezes a vida consegue ser dolorosamente irônica. Como morrer violentamente em um local considerado seguro, controlado, como escolas. Somos lembrados o tempo todo como a vida é frágil, curta e imprevisível”, diz. “Ainda assim, somos lembrados de seu potencial infinito”.

Mesmo com as críticas, as fotos das peças não foram retiradas da rede social da marca.

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