Tiê

Tiê

Parceria com David Byrne, produção de Adriano Cintra, se você olhar os créditos do terceiro álbum de Tiê, Esmeraldas, não conseguirá imaginar que ele foi precedido por um bloqueio criativo. Mãe de duas filhas, a cantora estava grávida da segunda quando percebeu que suas maiores preocupações eram com fralda e máquina de lavar.

“Ih, Tiê secou”, afirmou o próprio texto de divulgação do álbum, antes de contar como Byrne a ajudou a quebrar o feitiço e que até mesmo a máquina de lavar acabou servindo de inspiração para a paulistana: “Eu ligo a máquina de lavar/Misturo toda a roupa suja de toda a cor/Enquanto eu olho tudo aquilo girar/Me dá vontade do momento do elevador/Só de te encostar eu percebi/Que o seu lugar é bem aqui/No meu decote, o seu suspiro/E eu digo sim, sim, sim”.

“Transpareço todos os fatos. Meu trabalho é baseado na autobiografia. Só sei fazer o que faço sendo sincera e honesta comigo mesma”, afirma Tiê. Em relação a como a experiência da maternidade impactou na sua música, ela sente que evolui como ser humano. “Me fez mais flexível e menos perfeccionista”.

Tiê

Tiê

A mudança de Tiê em direção aos sons mais eletrônicos, dançantes e psicodélicos, também pode ser percebida quando pedimos para ela escolher seu heróis musicais do momento: Metronomy. Já sobre outros nomes mais gosta e indica da nova música brasileiram ela elege uma galera eclética e que realmente tem a ver com o som dela: “Gosto muito da Márcia Castro, Leo Cavalcanti, Nana Rizinni, Teatro Mágico e Mariana Aydar“, aponta.

“Esse disco é mais maduro, duro, agitado, rock, direto, pop, forte. Tudo mais que o outro”, conclui ela com a confiança restabelecida. Tiê tem nome de pássaro, mas tem um lado fênix também.

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