NETVNO em foto de Élide Mendonça

O segundo EP da Netvno, Três Noites no Azul, está sendo lançado nesta sexta. Produzido por Lourenço Rebetez, conhecido pelo trabalho com Xênia França, o disco tem três faixas e destaca as múltiplas linguagens da banda que, musicalmente, tem referências que passam pela MPB, pop, jazz e R&B.

Leia nossa conversa com a Netvno:

Qual o conceito do EP e como chegaram nele?
Aglaia – Três Noites no Azul explora três facetas diferentes da noite: a noite melancólica, a madrugada esperançosa que antecede o raiar do dia e a experiencia onírica, dos sonhos. O conceito surgiu de uma conversa em que, falando sobre as composições, descobrimos que curiosamente as três canções foram compostas durante a noite.

Conseguem identificar algo na música de vocês que seja típico do interior do estado de são Paulo?
William – Acho que as canções trazem um pouco da tranquilidade de cidade de interior, não diretamente na letra, mas na atmosfera que elas carregam. Acaba tendo muito a ver com a gente, já que somos todos do interior.

O que tá rolando de mais interessante na música hoje, na sua opinião?
Aglaia – Temos ficado muito contentes com o que tem rolado na cena da música independente do Brasil, nomes como Liniker e os Caramelows, Xenia França, Rincon Sapiência, Baco Exu do Blues e Tássia Reis. Lá fora, nos agrada muito o som que um pessoal do rap e R&B tem feito. Muitas das nossas referências vêm daí.

Quais são suas maiores influencias?
Diego – Caetano Veloso, Tom Jobim, Hiatus Kayiote, Tom Misch, Anderson .Paak & The Free Nationals, Moonchild, Daniel Caesar, Anoushka shankar, Norah Jones.

Quais são os seus valores essências?
Fred – A gente preza muito pelo respeito à liberdade, individual e coletiva. Dentro da banda, tentamos manter a relação o mais horizontal possível, o que tem funcionado muito bem.

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