Dezembro de 2002 poderia ser considerado o mês de Cássia Eller. A cantora, que morreu no dia 29 do ano passado, terá um CD póstumo lançado na próxima semana e receberá uma homenagem na festa de Reveillon do Rio de Janeiro.

O CD “Dez de Dezembro” — dia do seu aniversário — foi produzido pelo amigo Nando Reis, ex-Titãs, e conta com 11 músicas. A faixa de trabalho “No Recreio” foi distribuída às rádios na terça-feira.

No Rio, a prefeitura organizará um show-tributo feito pelos amigos de Cássia Eller, que se apresentaria na noite do 31 do ano passado.

O palco da Praça do Ó, na Barra, zona sul carioca, vai ser batizado com o nome de Cássia Eller. A Prefeitura ainda está fechando os nomes que participarão da homenagem.

Para fazer o álbum, Nando Reis revirou os arquivos da gravadora Universal e o “baú” pessoal da cantora, com autorização da ex-companheira dela, Maria Eugênia.

“A minha proposta foi evitar que o trabalho virasse uma colcha de retalhos, e sim que tivesse um perfil. Chegamos a 20 músicas, mas somente 11 foram incluídas”, disse Reis, em entrevista coletiva.

“O critério de escolha foi eliminar o material que não tivesse qualidade de gravação e dar prioridade para as inéditas”, continuou.

O material que ficou de fora, no entanto, dificilmente vai virar um novo disco, segundo Reis. “Essas sobras de estúdio não significam que irão resultar em um novo CD”, afirmou.

Para manter o estilo de Cássia Eller, Nando Reis pediu o auxílio da banda da cantora, formada pelos músicos Walter Villaça, Fernando Nunes e Lan Lan.

“Dez de Dezembro” é como uma retribuição feita por ele a Cássia Eller, que lançou suas composições que acabaram fazendo maior sucesso, como “Relicário” e “Segundo Sol”. Nesse novo disco, estão mais quatro canções de Reis: “All Star”, “Fiz o que pude”, “Nenhum Roberto” e “No Recreio”.

“É muito difícil fazer um trabalho de um artista que não está aqui para dar o seu aval. Mas como já produzi dois discos dela, pensava a todo instante o que ela faria ou não”, contou Reis.

“A falta que ela faz ainda é imensa, e só o tempo vai fazer com que diminua a dor da punhalada. Foram momentos de muita emoção. Nesse disco pude render uma espécie de homenagem.”

O ex-Titã começou sua carreira solo em 1995, com o álbum “12 de Janeiro” (dia do seu aniversário), seguindo com “Para Quando o Arco-íris Encontrar o Pote de Ouro” em 2000. Neste ano, lançou “Infernal” e anunciou sua saída dos Titãs, depois de 20 anos de parceria.

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