Festival com três palcos no Autódromo de Interlagos – que só de pista tem mais de 4 quilômetros de extensão – com trechos íngremes e alguns cobertos por grama. Salto alto nem pensar, certo? Errado. E aquela multidão toda pulando e cantando em um espaço que contraria a lei de “dois corpos não ocupam o mesmo espaço” e que eleva para (quase) 100% as chances de levar pisada no pé. Chinelo, definitivamente, não dá, certo? Errado. No primeiro dia do Lollapalooza, alguns preferiram não descer do salto para “não perder o estilo”, enquanto outros priorizaram o conforto usando chinelo de dedo e crocs.

“É confortável, sim”, garantiu Caio Lumborde sobre os sapatos com 18 centímentros de salto, que ele combinou com meias listradas e encarou a descida no gramado “sem perder o estilo”. Michele Pertosate disse que não tem problema em se manter sobre o salto alto em eventos de longa duração. “Sempre uso essa botinha, tem só cinco centímetros de altura”, contou. Cada um sabe do seu pé e nem sempre a ausência de salto está ligada ao conforto, como foi o caso de Michela Pereira que comprou um par de botas um número menor: “é parte do meu estilo e não tinha o meu tamanho”, explicou.

Com uma visão completamente oposta, Bianka Markic não pensou duas vezes ao priorizar o conforto: “achei que era meu calçado mais confortável, vi que tinha previsão de chuva e não viria de tênis porque iria molhar”, contou ela que estava passeando entre os palcos de chinelo de dedo. Igor Batassini também optou por algo mais “tô em casa” e foi de crocs ao evento. “Se alguém pisar no meu pé, faz parte”, disse e recomendou o calçado para quem quer uma opção confortável.

 

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