Florence Welsh

Diego Padilha/I Hate Flash Florence Welsh

Com o encerramento épico de Florence + The Machine, no palco Skol, a quinta edição do Lollapalooza, em São Paulo, teve como destaque grandes personalidades femininas.

Florence Welsh levantou a galera acompanhada por uma banda competente. Sua performance teatral e as ambientações com climas que sobem e descem casaram perfeitamente com a chuva fina que caía sobre o público.

Alabama Shakes

I Hate Flash/Fernando Schlaepfer Alabama Shakes

Antes, no palco Ônix, Brittany Howard retornava com sua banda, Alabama Shakes, também com voz potente e inspiração no rock e blues setentista e sulista dos Estados Unidos. A banda é o mais próximo que podemos chegar de uma vibe Woodstock, o que confere autenticidade para qualquer festival com um mínimo de pé na lama.

O Lolla das minas e da paz e amor teve ainda as poderosas Halsey e Marina and The Diamonds, no sábado.

Karol Conká

I Hate Flash/Fernando Schlaepfer Karol Conká

O Brasil também foi representado na onda girl power. Karol Conká comandou o baile no domingo logo cedo no palco Perry, o eletrônico, este ano não mais uma tenda, mas um palco ao ar livre. “Nós feministas é que vamos ajudar o Brasil a andar pra frente. Aceita porque dói mesmo”, discursou.

Karol Conká e MC Carol

Reprodução/Facebook Karol Conká e MC Carol

Karol chamou ao palco a MC Carol e as duas estrearam uma faixa nova: Toca na Pista, do Tropkillaz Vs Heavy Baile Feat MC Carol & Mc Tchelinho.

Emicida

I Hate Flash/Rodrigo Esper Emicida

Emicida trouxe mais uma vez a questão da representatividade das minas com uma percussionista e uma guitarrista incríveis na sua banda e a participação de Drik Barbosa. Coruja e Rico Dalasam também foram convidados pelo rapper, sempre atento aos novos talentos e dividindo holofotes importantes.

O domingo teve ainda perfume retrô para os fãs de Strokes e Oasis. O guitarrista Albert Hammond Jr levou uma banda ao palco Axe com todas as características que fizeram a fama da sua banda. Levadas de bateria e baixo cavernosas, no estilo Velvet Underground, guitarras cruzadas, sem muitas firulas.

Noel Gallagher

I Hate Flash/Victor Nomoto Noel Gallagher

Noel Gallagher com seu High Flying Birds mostrou um pouco mais de ousadia, com naipes de metais e arranjos complexos. Não soa pretensioso, apenas revela que fazer hits radiofônicos não parece ser sua preocupação atual. Mas o cara merece crédito por ter composto Champagne Supernova, Wonderwall e Don’t Look Back in Anger. Sem muito papo com o público, como convém à sua fama de mau, ele tocou as três, o que para os fãs de Oasis valem mais que simpatia.

Público com máscaras do Jack Ü, Diplo e Skrillex

I Hate Flash Público com máscaras do Jack Ü, Diplo e Skrillex

O Jack Ü, de Diplo e Skrillex, apostou em hits conhecido por todos com menos de 25 anos, com a habitual mistura entre entretenimento e feeling para conduzir o público em um fluxo de buzinas, drops, sintetizadores e beats acelerados.

Jogando para a galera, os dois top produtores soltaram um som de Wesley Safadão, remix do DJ e produtor Omulu  de Veja Só No que Deu. A dupla ainda tocou Baile de Favela, do MC João. A festa ficou insana quando o MC Bin Laden apareceu para dançar ao som de Tá Tranquilo, Tá Favorável e tirou a camisa. Histórico, para dizer o mínimo.

 

 

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