Com abertura de Emicida, Criolo lançou nesta última sexta-feira, em uma casa de espetáculos, em São Paulo, o CD e LP do seu álbum ‘Ainda há tempo’, uma espécie de releitura com novas batidas e levadas de músicas do seu primeiro trabalho, lançado em 2006.

Acostumado a se apresentar acompanhado de bandas, o rapper e seu DJ e diretor artístico e musical, Daniel Gajaman, optaram por uma versão mais clássica do Hip Hop, com DJ e MCs no palco. A fórmula deu certo e agitou o público, que cantou junto praticamente todas as levadas do carismático rapper.

Show Criolo e Emicida

Show Criolo e Emicida

O palco com uma paisagem móvel de tela de LED foi imaginado pelo artista plástico Alexandre Órion. O cenário parecia uma tela de cinema, com os músicos fazendo parte das imagens que eram exibidas. O resultado foi um show de dinâmica de cenários, que acompanhavam cada uma das músicas.

“O mundo mudou – tem letra escrita dez anos atrás, tem música com 20 anos – mas há uma mesma essência. Era um meio hostil, e quando cada um está tentando sobreviver no seu microcosmo, não percebe muitas possibilidades. Só que quando alguém te dá uma oportunidade, ninguém sabe o que vai acontecer, e outras portas na sua mente se abrem. Pensei que seria bom confraternizar com as pessoas. Ativar sensores”, comenta Criolo, que intercala mensagens firmes das letras do rap, com pedidos de mais amor e gentileza entre as pessoas, o que o faz ter um estilo próprio e que atrai seguidores.

‘As pessoas não são más, elas só estão perdidas. Ainda há tempo. Não quero ver você triste assim não. Que a minha música possa te levar amor’, é o refrão da música condutora do álbum de releitura e reflete um pouco a personalidade do rapper e do clima dos seus shows.

Show Criolo e Emicida

Show Criolo e Emicida

Este é o quarto trabalho de Criolo que, além do álbum pioneiro, tem na sua discografia Nó na Orelha (2011), que o colocou no cenário dos principais músicos brasileiros, e Convoque seu Buda (2014).

No show, ele passa pelas principais músicas de todos esses trabalhos, como ‘Graujauex’, ‘Não existe amor em SP’ e ‘Esquiva da esgrima’.

Reflexões já presentes em suas letras, Criolo também fez questão de comentar os problemas sociais da região Sul de São Paulo, onde cresceu, e das pessoas com menor poder de renda.

Diferente de quando se apresentaram juntos em 2013 e lançaram um CD e DVD, Criolo e Emicida não cantaram juntos desta vez. Emicida abriu a noite com um show na mesma dinâmica e estrutura da atração principal, e com um rap mais pesado e a presença de outros MCs no palco, como Drika Barbosa.

‘O Criolo foi lá na firma e me disse que seria demais se eu fosse também. O hip hop é isso. Tem que crescer junto. Não adianta um ficar mal e outro bem’, falou Emicida durante seu show.

Apesar da dobradinha não ter se repetido desta vez, o público viu uma noite de celebração do rap brasileiro e a sequência dessa história.

Show Criolo e Emicida

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