(Foto: Fabricio Vianna) Lorde e Debbie Harry no Popload Festival 2018

Duas mulheres de estilos musicais e gerações diferentes brilharam no palco do Popload Festival, que rolou nesta quinta, 15, no Memorial da América Latina, em São Paulo: Debbie Harry, de 73 anos e vocalista da lendária banda Blondie, e a jovem neozelandesa Lorde, de 22.

Ícone punk e da new wave, Debbie, a loira mais sexy do rock comandou o show de sua banda com um setlist repleto de hits. Se apresentando pela 1ª vez no Brasil, o Blondie colocou todo mundo para dançar ao som de One Way Or Another, Call Me, Rapture, Maria, Atomic, Dreaming e Heart of Glass.

Radiante, Debbie sorriu, mandou tchauzinho para os fãs e fez várias dancinhas tímidas, sempre com o maior charme do mundo. Ela também levou o tom político ao festival: usou uma capa escrita “Pare de f*der o planeta” em inglês, exibiu no telão a frase “Dê um soco em um nazista” e ao final enfatizou ao microfone: “Nós somos livres”.

Agora, duas ausências marcaram o concerto: a do guitarrista Chris Stein, que não pôde vir ao Brasil e a do hit Hanging on The Telephone, que estava no repertório, mas foi cortado de última hora.

Setlist do Blondie

(Foto: reprodução Instagram/ @supercalifragilistk )

Mudando do rock para o pop, a atração principal Lorde fez o show mais emocionante da noite, sendo a responsável por levar os mais jovens a lotar o evento de 14 mil pessoas. A dona do hit Royals exibiu um show de produção impecável, com dançarinos no palco e projeções minimalistas que davam o tom visual às suas músicas climáticas e dançantes.

E não foi só os fãs que se emocionaram com a volta de Lorde ao país (que se apresentou no Lollapalooza de 2104). A cantora também se mostrou felicíssima em encontrar os brasileiros e não parou de tecer elogios. “Vocês não sabem como senti falta do Brasil?”, disse ela. Em outro momento, não se aguentou e declarou: “Obrigada, Brasil. Vocês são tão apaixonados. Eu também sou assim e estou sentindo essa energia agora”. 

No repertório, músicas de seus dois álbuns: Pure Heroine, de 2013 e Melodrama, de 2017. No vestimento, uma saia comprida vermelha que combinava com a blusinha e o sutiã da mesma cor.

As brasileiras Letrux e Mallu Magalhães, que dividiu o palco com Tim Bernardes, também representaram muito bem as mulheres se apresentando no início do festival, seja enfrentando o sol forte do dia ou a chuva repentina que caiu.

Das bandas masculinas, o At The Drive-In mostrou todo o seu poder de fogo pela 1ª vez no Brasil e impressionou com muita energia e agressividade. Depois veio o Death Cab for Cutie, também inédito por aqui. Mesmo com o vocalista Ben Gibbard machucado e fazendo o show todo sentado, a apresentação foi belíssima e realizou a melhor qualidade de som do festival. Os fãs de hardcore da década de 2000 piraram com a sequência.

Também teve o MGMT, já muito conhecido do público brasileiro. O grupo tocou os hits Time to Pretend, Kids, Electric Feel e como é de costume em todas as apresentações que fazem na capital paulista, fez chover durante todo o show. Quer chuva? Traga o MGMT a São Paulo.

Confira como foi:

Fechar X

 

Fechar X
Sem mais artigos