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Os EUA cogitaram utilizar a música como arma para vencer a Guerra Fria. Documentos divulgados pelo Wikileaks apontam que o governo acreditava que as grandes estrelas dos anos 70, como Bob Dylan e Neil Young, deveriam viajar em turnê por trás da Cortina de Ferro, encantando com o estilo de vida ocidental.

Em 1975, o ex-embaixador americano em Moscou, Walter Stoessel Jr, defendeu em notas diplomáticas que os soviéticos não se interessavam pela música soul e apostava no “soft rock” para influenciar a opinião pública soviética e balançar as bases do comunismo. Hits como “American Pie”, de Don McLean, e “Free man in Paris”, de Joni Mitchell, poderiam ser grandes hits entre os “oprimidos”. Carly Simon e Lynyrd Skynyrd também foram nomes sugeridos.

 

Nenhum dos músicos na lista fez turnê pela URSS nessa época, e também não existem informações se foram convidados, embora estes documentos estivessem em um pacote com mais de 1.5 milhão de outras mensagens sobre a Guerra Fria vazadas pelo site Wikileaks.

Por mais estranha que pareça a idéia do embaixador Stoessel, sempre houve uma preocupação dos soviéticos em relação à música ocidental. Anos mais tarde, em 1988, Michael Jackson se apresentou no lado ocidental de Berlim, e os jovens da Alemanha Oriental foram proibidos de se aproximar do Muro.

 

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