(Foto: divulgação) Jota Quest

O Jota Quest está feliz da vida. Em junho comemora-se um ano da gravação do CD e DVD Acústico Jota Quest, produto que ganhou Disco de Ouro por 25 mil cópias físicas vendidas e deu gás na banda mineira, principalmente na agenda de shows. “A turnê só cresce. Fizemos uns 60 shows e espero chegar aos 200 até o final de 2019”, diz o vocalista Rogério Flausino em exclusiva ao Virgula. “Do jeito que estamos animados, podemos ficar dois anos em turnê (risos)”, completa empolgado.

Na internet o trabalho soma 70 milhões de views e plays nas plataformas digitais e, para celebrar, o grupo disponibilizou online duas músicas extras, Vou Pra Aí e Ônibusfobia, que não foram incluídas na versão final do acústico e estreiam a campanha digital Músicas Para Cantar Junto. Ao telefone, Flausino explica: “Quando gravamos o show, muitas músicas acabaram ficando de fora do CD e DVD. Foi uma dificuldade adequar todo o material em um único lugar e por isso guardamos essas para ir lançando aos poucos. A ideia é seguirmos mostrando de duas em duas”.

Crescido nos anos noventa, época em que a internet engatinhava e a palavra streaming parecia coisa de ficção científica, o Jota Quest soube surfar e se adaptar à chegada da era digital. E tira proveito disso. “A dinâmica hoje é muito interessante e esclarecedora, pois conseguimos acompanhar tudo o que acontece de um jeito bem próximo” diz Flausino, e continua: Por exemplo, estamos no dia a dia conversando com os fãs nas redes sociais e sabemos exatamente o que eles querem da gente. A internet aproximou fãs e artistas. Como era feito antigamente? O cara te mandava uma carta. Não era nada direto, nada pessoal”.

“Claro que o ponto de partida ainda é a música, seja o cara ouvindo na web ou na rádio. E, principalmente se for ao show e ver a parada ao vivo. Daí ele entra em nossas redes sociais e de repente está interagindo com a banda, e vice-versa. É aí que o fã vira mais fã”, acrescenta o cantor sobre o poder de interação da internet.

Porém, os meios online de consumo de música também apresentam incógnitas. “Não sei lhe falar sobre a parte financeira, porque é uma caixa preta pra gente ainda. A venda digital é um mistério. Mas, tem um conta giro ali que é muito fácil de ler. Conseguimos ver o que está acontecendo com os players, com as visualizações. Sabemos quantas pessoas estamos conseguindo atingir com o nosso trabalho. Isso é ótimo. É uma ferramenta que não tínhamos antes”, finaliza Flausino.

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