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O Tribunal Municipal de Moscou concedeu nesta quarta-feira (10) liberdade condicional a Yekaterina Samutsevich, uma das três integrantes do grupo punk Pussy Riot condenadas a dois anos de prisão por se apresentarem no principal templo da Igreja Ortodoxa Russa.
 

A corte também manteve a sentença de prisão a outras duas jovens do grupo, Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina, condenadas por “vandalismo motivado por ódio religioso”, crime do qual as três se declaram inocentes, segundo as agências russas.

“O tribunal estima que Samutsevich pode emendar sua conduta sem ser isolada da sociedade”, disse aos jornalistas a porta-voz da instância judicial, Anna Usacheva.

A nova advogada da artista liberada, Irina Khrunova, explicou os motivos que, em sua opinião, levaram à libertação de sua cliente: “Apenas mostramos ao tribunal seu papel na atuação (na catedral de Cristo Salvador de Moscou)”.

“Em 15 segundos, ela não teve tempo de fazer nada. O tribunal entendeu nossos argumentos”, acrescentou. O defensor das outras duas condenadas, Mark Feiguin, afirmou na saída do tribunal que vai recorrer tanto da condenação à prisão como da resolução da justiça sobre o recurso.

“Continuaremos recorrendo desta decisão na devida instância e perante o Tribunal de Estrasburgo”, disse Feiguin. O advogado declarou não entender “o porquê de o tribunal ter diferenciado as ações das integrantes do Pussy Riot”.

“Nos alegramos pela libertação de Samutsevich, mas tínhamos direito de esperar a libertação das três garotas”, afirmou. Durante a audiência do recurso, Feiguin tambékm pediu à juíza para que fossem avaliadas as pressões exercidas sobre a justiça pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, em prol da condenação, mas o tribunal não atendeu o pedido.

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