O superastro Michael Jackson entrou num tribunal da Califórnia mancando e com a ajuda de muletas, na terça-feira, para retomar seu depoimento num processo por 21 milhões de dólares do qual é o alvo, apesar de ter sofrido, segundo afirmou, uma dolorosa picada de aranha no pé.

O artista, cuja aparência bizarra e o fato de ter segurado seu bebê do lado de fora de uma janela vêm fazendo manchetes em todo o mundo nas últimas três semanas, chegou ao tribunal vestindo camisa e gravata de cetim branco, calças pretas e um paletó azul -mas calçando apenas um sapato.

Explicando as muletas e a meia branca de atleta que usava, o auto-intitulado Rei do Pop disse aos jornalistas que levou uma picada de aranha e, quando acordou, seu pé estava tão inchado que não cabia dentro do sapato.

Michael Jackson cria tarântulas em sua fazenda de Neverland Valley, perto da cidade de Santa Maria, onde o julgamento está acontecendo, mas garantiu aos jornalistas que foi picado por uma pequena aranha nativa da região que entrou em sua casa e o atacou.

“Adoro tarântulas”, disse ele. “Esta foi uma pequena.”

Usando batom cor-de-rosa e rouge nas bochechas, o cantor passou boa parte do dia no banco das testemunhas, respondendo às perguntas dos advogados do promotor de eventos alemão Marcel Avram, que o está processando por ter cancelado concertos em que iria se apresentar na virada do milênio.

Jackson entrou em clima de brincadeira com o fotógrafo do tribunal, cujas fotos dele em close tiradas em novembro chocaram seus fãs e geraram especulações na mídia sobre o efeito de cirurgias plásticas sobre seu nariz.

Durante uma pausa nos procedimentos, ele fez caretas para o fotógrafo, formando chifres acima de sua cabeça com as mãos.

Seu depoimento gerou pouco drama, atolando repetidas vezes em discussões menores entre os advogados e o fato de Jackson não ter conhecimento de fatos chaves relativos às acusações.

Frustrado porque o cantor aparentemente não conseguia lembrar-se de fatos relativos ao caso, entre eles o nome de seu próprio representante de relações públicas, o advogado de Avram em certo momento perguntou ao cantor se ele tem problemas de memória.

“Não que eu me lembre”, respondeu Jackson, suscitando risos dos presentes.

Do lado de fora do tribunal, Michael Jackson deu autógrafos e conversou com fãs, mas não quis responder às perguntas sobre o incidente em Berlim, no mês passado, em que ele pendurou seu filho da janela do quarto andar de um hotel para mostrá-lo aos fãs reunidos na calçada.

“É meu filho. Amo meus filhos”, disse Jackson, que já disse que o incidente foi um “erro terrível”. Indagado sobre o que diria a uma advogada de Los Angeles que pediu uma investigação formal do assunto, Jackson respondeu: “Diga a ela que vá para o inferno”.

Fechar X
Sem mais artigos