O festival de música Lollapalooza, que acontece neste sábado e domingo no Autódromo de Interlagos, teve mais uma  vez moeda própria para compra de comes e bebes. No entanto, diferente do último ano – quando a conversão estava inflacionada, um mango custava R$ 2,50, a moeda local foi equiparada ao Real. O ajuste do preço porém não foi suficiente para algumas pessoas deixarem de levar “lanchinho” de casa. Ė o caso de um grupo de amigos que veio de Manaus para curtir o festival. Cada um gastou R$ 600 em passagens aéreas, R$ 480 em cada ingresso, e precisaram economizar na comida. “A gente trouxe sanduíche e bolacha, para não gastar mais”, disse Cayo Cesar.

Público do festival contou com área de comidas gourmet e food trucks. Boa parte optou por levar alimentos de fora.

Osmar Portilho/Virgula Público do festival contou com área de comidas gourmet e food trucks. Boa parte optou por levar alimentos de fora.

Thomas Cordeiro, que já vem de Manaus pela terceira vez para acompanhar os shows, disse que estava mais preparado que os amigos para os gastos, mas também levou comida de casa. Os amigos Beatrice Gomes, Gabriel Amarantes e Cristovão Souza viajaram do Maranhão até São Paulo para acompanhar os dois dias de evento. Eles não sabiam que era permitido “trazer lanche de casa”, mas não estão dispostos a gastar com alimentação. “Amanhã vamos trazer (comida) do café da manhã do hotel”, brincou Beatrice.

Público do festival contou com área de comidas gourmet e food trucks. Boa parte optou por levar alimentos de fora.

Osmar Portilho/Virgula Público do festival contou com área de comidas gourmet e food trucks. Boa parte optou por levar alimentos de fora.

Nas barraquinhas de comida, os preços giravam em torno de 28 mangos pela paella, 12 mangos por uma porção de batata com mandioca, 20 mangos por estrogonofe, 16 mangos por um milkshake e 20 mangos por uma porção de nuggets. Ambulantes estão vendendo hotdog, pastel, pipoca hambúrguer. O analista financeiro Lucas Silva Santos achou o primeiro dia do evento “um pouco devagar” em relação a vendas. “Eu vou fazendo brincadeiras e se vejo criança vou atrás para oferecer, porque quando elas pedem para o pai, ele compra”, contou. As vendedoras ambulantes Sonia Cristina e Joyce Oliver também estavam abordando possíveis clientes para aumentar as vendas.

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