(Foto: reprodução) Adrian Belew e David Bowie

Em 10 de janeiro de 2016 o mundo perdeu um dos maiores gênios da música: David Bowie. O ‘camaleão do rock’, como era chamado, deixou uma obra musical brilhante que será relembrada nesta sexta, 19, no concerto especial Celebrating David Bowie, que acontece no Auditório Simón Bolívar, no Memorial da América Latina, em São Paulo. O show é mais uma realização da Popload Gig.

Na super banda que vem ao país estão Angelo Moore, vocalista e saxofonista do grupo de ska-funk-metal Fishbone, e o cultuado guitarrista e produtor norte-americano Adrian Belew, que foi integrante da banda de Bowie em 1978 e 1979. O cantor brasileiro André Frateschi fará participação especial.

Em entrevista ao Virgula, Adrian contou sobre a época em que dividia o palco com o ‘camaleão’: “Estive duas vezes em turnê mundial com Bowie e foi uma das maiores sensações que se pode ter. Eu me sentia um gigante e um superstar ao lado dele no palco. Eu sentia o amor que o público passava para ele durante as canções. Era algo muito forte”.

O guitar hero também tocou com outras lendas, como Frank Zappa, Talking Heads, David Byrne, Joe Cocker, Cindy Lauper, King Kringson e Nine Inch Nails. Mas, revela que não há nada igual a estar ao lado de Bowie: “Eu tive muitos momentos incríveis em minha carreira. Quando Frank Zappa disse pra mim: ‘Sim, agora você está na minha banda’, por exemplo, foi algo inesquecível pois tudo começou a acontecer a partir disso. Porém, o ponto alto foi quando me apresentei com Bowie no Madison Square Garden, em Nova Iorque. Aquela foi uma noite iluminada”.

Durante a conversa, percebe-se que o guitarrista de 68 anos se emociona quando lembra das turnês com o cantor. Sua voz vai de tom tranquilo para empolgado: “Tinha duas músicas que eram os pontos altos dos shows: ‘Space Oddity’ e ‘Heroes’. ‘Space Oddity’ é o tipo de canção que transcende o que qualquer música possa fazer; ela lhe transporta para outro espaço, e por isso é uma das minhas favoritas. Já ‘Heroes’ é um hino. Eu me emocionava todas as noites quando a tocava”. 

Atuando durante a Trilogia de Berlim (fase de Bowie de 1977 a 1979 que consiste nos álbuns Low, Heroes e Lodger, todos gravados na capital alemã e com produção e colaboração de Brian Eno), Adrian revela que seu contato com o astro foi além da música. Virou amizade:

“Fora do palco, Bowie era um cara normal. Tinha um grande senso de humor, era muito inteligente e ficamos grandes amigos. Nós éramos como pessoas normais que conversávamos sobre coisas da vida e íamos a museus juntos. Bowie sempre foi uma pessoa especial seja dentro ou fora do palco, em momentos comuns ou de rockstar”.

Adrian Belew e David Bowie

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Assim como o resto do mundo, Adrian também ficou arrasado com a morte do músico e diz que não haverá outro igual a ele: “Pode ser que existam outros artistas brilhantes, mas não haverá outro David Bowie. Ele era verdadeiro e um tipo único de artista. Acho muito difícil surgir alguém tão inventivo e importante para a música como ele”, e continua: “Mas, temos outros músicos incríveis por aí que estão vivos, como Adrian Belew, por exemplo (muitos risos)”.

Para finalizar, Adrian conta o que diria para Bowie se ele estivesse vivo: “Eu o agradeceria. Por causa dele eu consegui enxergar a música de várias formas diferentes e me tornar um músico melhor. Fico triste que ele não esteja mais aqui para eu poder dizer isso, mas faço o possível para levar a sua obra adiante e continuar sendo ovacionada pelo mundo”.

SERVIÇO:

Popload Gig com Celebrating David Bowie

Data:19 de outubro (sexta-feira)
Local:Auditório Simón Bolívar – Memorial da América Latina
Endereço:Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – Portão 13 – Barra Funda – São Paulo/SP
Horários: Abertura da casa: 19h00 || Início do show: 21h00
Classificação etária: 18 anos
Ingressos:de R$80,00 a R$500,00.
Vendas online: www.ticketload.com

 

 

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