(Foto: divulgação) New Order

O New Order está voltando ao Brasil. A banda que uniu com perfeição o rock e o pós-punk do Joy Division com a música eletrônica se apresentará dia 28 de novembro no Espaço das Américas, em São Paulo, 30 na Arena Sabiazinho, em Uberlândia e 2 de dezembro no Live Curitiba, em Curitiba.

Antes de arrumar as malas para a América do Sul, o baterista Stephen Morris conversou com o Virgula pelo telefone e falou sobre a música criada na década de oitenta (“Conseguimos fazer uma combinação perfeita de ritmo com melodia“), hits da banda (“‘Bizarre Love Triangle’ é das minhas músicas favoritas”), envelhecer (“É muito bom ter 61 anos e continuar fazendo as pessoas dançarem“) e claro, Brasil (“Espero não ficar muito tempo parado no trânsito de São Paulo desta vez”). 

Embora pareça que os integrantes do New Order sejam sérios; tanto pelo passado traumático com o suicídio de Ian Curtis, vocalista do Joy Division, quanto por suas fotos promocionais em que nunca estão sorrindo (muitas vezes parecem entediados como se estivessem andando de metrô), Stephen mostrou ser uma pessoa alto astral, risonha e super de bem com a vida. A cada pergunta feita, o baterista soltava uma risada antes ou depois da resposta. Estava se divertindo.

Confira abaixo o papo descontraído:

(Foto: divulgação) New Order

Virgula: New Order esteve no Brasil em 2016. O que os shows de agora terão de diferente?

Stephen Morris: Bem (risos), estamos fazendo um show comprido, de 1 hora e 30 minutos e vamos tocar o máximo de músicas que conseguirmos. Estamos focados em tocar os nossos hits e também algumas coisas dos últimos álbuns. Posso garantir que todos vão gostar. 

Além de São Paulo, vocês vão tocar em Uberlândia e Curitiba…

Sim! Desta vez estou mais animado ainda porque vamos tocar nessas duas cidades pela primeira vez. Eu nunca estive nelas e não vejo a hora de explorá-las, andar pelas ruas, experimentar as comidas locais…

O que você mais gosta no Brasil? E tem algo que não gosta? 

Ahh, o público é fantástico. As garotas são bonitas e os fãs muito animados. Me lembro de termos tocado em um grande festival alguns anos atrás e foi uma noite incrível. Sabe, tocar na América do Sul é sempre a melhor parte da turnê (risos). 

Com certeza eu não gosto nenhum pouco do trânsito de São Paulo (risos). Amo a cidade, mas espero não ficar parado muito tempo no trânsito desta vez (mais risos). 

Qual é a música do New Order que nunca pode faltar nos shows? 

Essa é difícil (risos). Mas, com certeza é ‘Bizarre Love Triangle’. Ela não pode faltar. É o nosso maior hit e as pessoas esperam muito para ouvi-la nos shows. Também é uma das minhas músicas favoritas de tocar. 

Por que você acha que a música dos anos oitenta é tão ouvida e cultuada ainda? 

Acho que as bandas dos anos oitenta conseguiram fazer uma combinação perfeita de ritmo com melodia. Foi um novo nível musical que atingimos e criamos uma identidade. Ouvindo aquelas canções você pode dançar, mas também pode se emocionar e por isso continua sendo tão forte. É isso, uma combinação de ritmo com melodia. 

E você tem saudade de algo dos anos oitenta?

Bem, uma coisa eu tenho certeza: não tenho saudade da moda. Aquelas roupas eram horríveis (muitos risos). Mas, não sinto saudade de nada. A década de oitenta foi muito especial e única. Foi musicalmente inspiradora, mas prefiro manter o passado no passado e viver no presente. Gosto assim. 

Você ouve bandas novas que remetem aos anos oitentistas, como Interpol, The Killers, She Wants Revenge, etc?

Eu adoro essas bandas, em especial o LCD Soundsystem que tem influências dos anos oitenta e possui o próprio estilo. Interpol é outra que gosto muito também. Todas essas bandas que trazem a sonoridade dos anos oitenta ao presente são muito bem-vindas, porque de um modo ou de outro, elas não estão deixando morrer o que criamos, ou ser esquecido. 

Você está com 61 anos. Você sente o peso da idade quando está tocando?

Bem, eu não sei (risos). Tenho tocado para as pessoas durante 40 anos seguidos, sem parar, então não percebo muito se a idade está influenciando no jeito de tocar. Acho que ainda estou em forma (muitos risos).

E até quando o New Order pretende excursionar? 

Eu vejo bandas como os Rolling Stones, por exemplo, que estão indo tão longe que sinto que podemos fazer o mesmo, em ter essa longevidade. Enquanto estivermos conseguindo agradar os nosso fãs e continuarmos a influenciar as novas gerações, vamos seguir em frente, pois sentimos que estamos sendo relevantes e seguindo no caminho certo. É muito bom ter 61 anos e continuar fazendo as pessoas dançarem (mais risos). 

SERVIÇO:

New Order em São Paulo

Quando: 28 de novembro
Onde: Espaço das Américas (R. Tagipuru, 795 – Barra Funda, São Paulo – SP, 01156-000)
Abertura dos portões: 19h30 – Show: 22h
Classificação: 18 anos. Menores de 18 anos apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Ingressos: www.livepass.com.br

New Order em Uberlândia

Quando: 30 de novembro
Onde: Arena Sabiazinho (Av. Anselmo Alves dos Santos, 3415 – Tibery, Uberlândia – MG
Abertura dos portões: 19h – Show: 22h
Classificação: 16 anos. Menores de 16 anos entram apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Ingressos: www.livepass.com.br

New Order em Curitiba

Quando: 2 de dezembro
Onde: Live Curitiba (R. Itajubá, 143 – Novo Mundo, Curitiba – PR
Abertura dos portões: 18h – Show: 20h30
Classificação: 18 anos. Menores de 18 anos apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Ingressos: www.diskingressos.com.br

Veja também: ‘Os shows mais esperados de 2018’:

Fechar X
Fechar X
Sem mais artigos