O faturamento gerado pela venda de CDs em 2001 caiu cinco por cento em relação ao ano anterior, totalizando 33,7 bilhões de dólares. Segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), a queda se deu por causa da desaceleração econômica e do aumento da pirataria digital.

A entidade disse que a demanda por música continua alta, mas que a proliferação de softwares que permitem a troca gratuita de arquivos musicais na Internet e o maior uso de gravadores de CDs têm prejudicado as vendas.

“O problema não reflete a queda da popularidade da música. Reflete o fato de que o valor comercial da música está sendo prejudicado pela pirataria e pela cópia de CDs”, afirmou Jay Berman, chairman e presidente-executivo da IFPI.

Além da queda de cinco por cento no montante das vendas de CDs, houve uma retração ainda maior no número de CDs vendidos: 6,5 por cento.

Mas a situação já era esperada. Na verdade, alguns analistas de mercado chegaram a prever que a redução nas vendas seria de até dez por cento. Em 2000, a indústria já havia registrado uma ligeira queda.

Na América do Norte, maior mercado fonográfico, as vendas declinaram 4,7 por cento, chegando a 14,1 bilhões de dólares. A queda na Europa foi bem menor, de 0,8 por cento. No Japão, segundo maior mercado, a redução foi de 9,4 por cento.

Durante a apresentação dos números, para provar como a pirataria se tornou fácil, um funcionário da IFPI copiou 25 CDs durante os 20 minutos de duração da coletiva de imprensa. No final, Berman disse: “Se já estão copiados, por que alguém sairia para comprá-los numa loja?”

A entidade sugeriu que as gravadoras trabalhem com CDs com proteção contra cópia. A indústria já está testando alguns modelos, mas houve registro de problemas com os novos CDs, que, muitas vezes, não tocam em computadores, carros, dispositivos portáteis e mesmo em aparelhos comuns de CD.

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