Beth Carvalho durante gravações do Sambabook (crédito: Carolina Moura)

Por cem anos mantendo a essência do gênero como identidade cultural de um povo, músicos que participaram da quinta edição do Sambabook, que homenageou o cantor e compositor Jorge Aragão, opinam por que o samba nunca vai morrer.

Maria Rita: “O samba não foi e nem vai a lugar algum. Ele tem um lugar fixo. Talvez pudesse ser tratado com um pouco mais de carinho e ser menos descartável e caricato. Acho meio sensacionalista essa colocação de que o samba pode morrer”.

Alcione: “O samba não pode morrer, nós somos campeões. Sou uma mangueirense campeã esse ano, quer alegria maior? Por aí é que o samba não morre”.

Luciana Mello: “Pra não deixar o samba morrer é simples: é sambar. É botar o samba no suco, na água, diariamente”.

Lenine: “O samba não morre, é uma entidade. Você o encontra em qualquer parte deste país, independente de seus desdobramentos”. 

Beth Carvalho: “Não tem receita de bolo. Manter o samba e não deixá-lo morrer é estar sempre ligado nas coisas, ouvir novos compositores, fazer pesquisas… tem muita coisa aí que ainda precisa ser gravada”.

Ivan Lins:  “O samba de raiz poderia estar mais exposto na mídia, mas sabemos que essa mídia é uma indústria:  a visão comercial se sobrepõe ao interesse cultural. Para o samba não morrer, basta fazê-lo com autenticidade e falar a linguagem das comunidades”.

Jorge Vercillo:O samba é uma fusão de dignidade, coragem, malandragem, improvisação e criatividade. Só quem se equilibra nas ladeiras de uma Mangueira tem a malícia pra fazer um samba. Não é só o artista, mas, principalmente o povo, o grande responsável por não deixar o samba morrer. Sem o povo nada acontece.”

Fechar X

Fechar X
Sem mais artigos