David Gilmour no Allianz Parque (SP). Crédito: Gabriel Quintão

O lendário vocal e guitarrista David Gilmour fez sua primeira apresentação em terras brasileiras. Cerca de 40 mil amantes da psicodelia do Pink Floyd tiveram uma noite de glória nesta sexta-feira (11), no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, em São Paulo.

O público era formado de famílias, cabelos grisalhos e muitos jovens que descobriram os solos emocionantes  do inglês de 69 anos das mais diversas formas. Confere o vídeo abaixo com a galera chegando ao Estádio e contando para o Virgula sobre o amor dedicado à banda e ao guitarrista:

[Alô, turma que ainda verá as apresentações de Gilmour em São Paulo, Curitiba e POA! Cuidado com essas próximas informações. Contém SPOILER]

O set do show não teve surpresas, mas apesar disso agradou tanto quem foi para ver as carimbadas do Floyd, a quem foi para ver novidades de Gilmour. Ele dividiu a apresentação com músicas do novo álbum solo Rattle that Lock, o anterior On an Island,  e 12 canções que compõe os maiores clássicos do Floyd, claro.

O show de duas horas e meia com 20 minutos de intervalo começou com a instrumental emotiva 5 A.M, seguida da dançante Rattle that Lock, que dá nome ao novo álbum. O telão oval exibindo animações que lembram o filme The Wall é um espetáculo a parte. Apesar disso, quem esperava pirotecnias, efeitos mirabolantes e aviões explodindo, saiu frustado. Mas, com a qualidade musical do Sr. ‘cool’ Gilmour, será que precisamos mesmo de truques de shows?

O telão oval é um espetáculo a parte exibindo animações especificas para cada música.

Logo na quarta música o estádio do Palmeiras veio abaixo. O mega hit Wish You Were Here foi reconhecido aos gritos nos primeiros riffs do violão folk com cordas de aço.

Veja um trecho de Gilmour tocando umas das muitas músicas que prestam homenagem a Syd Barrett, fundador do Pink Floyd e afastado por conta de problemas com drogas.

 Tudo perfeito até Money

Para executar o mega clássico Money, a banda teve problemas.  A vinheta com as moedas começou duas vezes, mas não continuou por conta de alguma dificuldade no contrabaixo. Gilmour brincou: “A única música que precisa do baixo e ele some…” Na terceira tentativa deu certo e o público cantava a plenos pulmões: “Money, get away. Get a good job with more pay and you’re okay”.

Ponto alto do show

Shine On You Crazy Diamond foi cantada a plenos pulmões. Os bends de Gilmour (técnica de esticar a corda para alcançar uma nota mais alta) são os mais afinados da história do rock e seguem com pegada e timbres únicos. Na sequência, vips e emocionados de arquibancadas entoavam para agradecer: ‘Olê olê olê olê, Gilmour, Gilmour’”.

Rattle that Lock

As novas músicas podem não ter a aura de sucessos absolutos, mas são boas. Destaco o jazz de The Girl in The Yellow Dress, que mostra Gilmour intimo do estilo. Na canção, o jovem saxofonista brasileiro João de Macedo Mello, de apenas 20 anos, toca muito e chama a atenção do público. Abaixo o clipe da música, com as animações que são exibidas no show ao vivo

O bis, com Run Like Hell, Time e Comfortably Numb, deixou grande parte do estádio com olhos marejados. Quem pode não ter gostado do bis foram as pessoas da área vip que tiveram que compartilhar o seu  espaço exclusivo com pessoas dispostas a ver o show em pé.

Gilmour volta ao Allianz Parque neste sábado (12). Na segunda-feira (14), toca em Curitiba (PR) e quarta-feira (16) em Porto Alegre (RS).

*Com Eduardo Palácios e Gabriel Quintão

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