Muita gente pode torcer o nariz, mas Chorão era um poeta. O vocalista e compositor encontrado morto na manhã desta quarta-feira (6) não era destes que escrevem versos bonitinhos, com rimas ricas, efeitos pirotécnicos e conceitos muito elaborados. Era um cara em conexão com as ruas.

Escrevia e cantava como se fala por aí. A simplicidade era sua arma e ser simples é muito difícil. É preciso saber o que se está fazendo, se dedicar, se por integralmente a serviço de uma missão. A de Chorão era espalhar a rebeldia. Como dizia o poeta surrealista André Breton: “A revolta e somente a revolta é criadora de luz. E esta luz não pode tomar senão três caminhos: a poesia, a liberdade e o amor”.

Mesmo tendo abandonado os estudos na sétima série, Alexandre Magno Abrão, seu nome de batismo, destacava-se pela inteligência. Escrevia letras com facilidade quase mediúnica, que exprimiam o sentimento dos jovens há dez anos, que é o mesmo dos de hoje e provavelmete será os do futuro.

Também foi homem de negócios, empresário e roteirista. Desde que fundou o Charlie Brown Jr., em 92, cuidava da direção artística e executiva do grupo.

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