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No começo, você podia jurar que, por sorte do destino, havia tropeçado no grande amor da sua vida. Sintonia mágica, gostos parecidos, friozinho na barriga… Tudo era perfeito até que o “mozão” pediu a sua senha do Facebook. É, também teve aquele dia que você precisou trocar de roupa, porque o look estava “muito vulgar”.  Quando a gente retoma a trajetória vacilante de um lance (ou romance) que não terminou muito (ou nada) bem, inúmeras bandeiras vermelhas cravam um espaço nas lembranças, como os “alertas” que muitas vezes ignoramos ao insistir na velha e boa cilada do coração.

Mas tá tudo bem, todo mundo já passou por isso um dia. O lance é reconhecer os tais “alertas vermelhos” e atentar ao selo “Bino” de cilada que acompanham alguns relacionamentos. O Virgula Lifestyle reuniu histórias reais de pessoas que escaparam de tretas bem loucas por conta dessa intuição maravilhosa e, também, de gente que precisou aprender depois que as coisas desandaram.

Se liga nos depoimentos abaixo:

*PS: alguns nomes foram mantidos em sigilo

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Depoimento de Ana Paula Santos

Sempre fui muito extrovertida e expansiva. Pra algumas pessoas isso é defeito, mas eu tento não encarar assim.

Meu primeiro e único namorado dizia adorar minha “loucura”, mas vivia me podando. Sempre que saía comigo, ou ia me levar nos lugares, ele me perguntava se eu ia me comportar, dizendo que não sairia mais comigo se eu não me comportasse. Eu também usava roupas coloridas e ele me zoava, dizendo que eu era “Emília” (do Sítio do Picapau Amarelo) demais, e que ele ia passar vergonha saindo comigo tão colorida daquele jeito, que não era sexy.

Eu me sentia mal, mas tentava me impor na medida do possível e dizia que, se ele quisesse alguém nos moldes dele, que arranjasse outra pessoa. Mas ao mesmo tempo, me sentia tão diminuída que me via procurando ser tudo que ele considerava aceitável, para agradá-lo. Esse relacionamento me destruiu bastante por essas e outras questões. Carrego algumas sequelas, mas estou bem melhor agora e sei que devo continuar me impondo e ser o que sou, não o que querem de mim!

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Depoimento de Luíse Bello

Um ex era SUPER filhinho da mamãe e ela era o arquétipo da sogra problema, mas eu resolvi encarar o pacote. Quando estávamos apenas conversando e nos conhecendo, a mãe dele me adorava e me tratava como uma princesa. Depois que eu comecei a namorar sério o filho dela, a casa caiu.

Ela não queria que nós saíssemos sozinhos, nunca. E um dia depois que ele foi me ver e voltou pra casa, ela brigou feio com ele. Quando perguntei o que aconteceu, ele me disse que ela não tinha gostado e SUGERIU SER A NOSSA VELA. Eu dei risada na cara dele, óbvio, mas foi o cúmulo da red flag ele REPASSAR essa sugestão pra mim. Depois o caldo entornou de vez.

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Depoimento de Marina Finco

Um dia eu estava me arrumando para ir a um show, acompanhada do meu ex. Era final de ano e, portanto, fazia calor. Eu optei por um short (nem curto, nem comprido), uma camiseta e um coturno. Enquanto caminhávamos pela rua para chegar lá, ele começou a reclamar, de forma “educada”, sobre o tamanho do short. Conforme eu eu me defendia e dizia que estava calor e, portanto, era completamente normal estar usando tal roupa, ele foi evoluindo em sua argumentação. Por fim, para me fazer sentir culpada pela escolha do short, ele lançou: “depois, lá no show, se alguém olhar pra você, eu terei que partir para a briga. E, bem, a culpa vai ser sua“.

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Depoimento de Dani Cruz

“Um ex, nas primeiras semanas de namoro, entrou no meu Twitter e viu uma DM de um cara que fiquei uma vez, meses antes, querendo marcar de sair e eu falando que não rolava. Ele ficou bravo comigo, alegando que eu estava dando mole pro cara, sendo que eu tinha dito que não ia sair, mas não disse que estava com outra pessoa. Apenas ignorou o fato de ter INVADIDO minhas contas pessoais. Ele fez isso com meu e-mail semanas depois e ficou bravo por e-mails fofos que mandei dois anos antes pra outra pessoa. Corta pra três anos de namoro emocionalmente e fisicamente abusivo.”

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Depoimento de Nayara Diebe

Eu conheci um cara num bar uma vez e ele estava acompanhado de vários casais de amigos. Todas as meninas olhavam pra ele com um olhar muito estranho; esse era meu red flag que não levei à serio. Achei que elas estavam com um pouco de ciúmes por ele ter falado comigo, mas não era isso. Depois, acabei ficando amiga de todos e comecei a namorar esse cara. Um belo dia, as amigas me convidaram pra almoçar e disseram que era um “encontro” de meninas. O namorado ficou em choque e implorou para que eu não fosse, mas eu fui, e elas me contaram que ele era noivo de uma menina que morava na Nova Zelândia.

Hoje em dia sou amiga das meninas; esse cara realmente era noivo e voltou a morar lá! ;)

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Depoimento de Felipe*

Eu invadi o Facebook do boy porque achei que estava rolando algo suspeito e encontrei. Conhecemos um amigo canadense juntos e o cara era bem bacana. Um belo dia estava com o meu namorado e ele começa a receber mensagem desse cara, dizendo que o achava incrível e que o namorado (eu) deveria dar valor pra ele porque ele era especial. MORAL DA HISTÓRIA? ERA MENTIRA!

O meu ex pediu para a amiga dele mandar essas mensagens para ele na hora x, quando eu estaria por perto e veria tudo acontecendo. Ele até trocou o nome da amiga pelo do canadense para as mensagens serem ‘dele’ “.

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Depoimento de Lucas Esteves

Uma vez, eu estava no Tinder e deu match com uma menina bem gatinha. Começamos a conversar e, nos primeiros cinco minutos de troca de ideia, ela me solta que trocaria nudes por crédito no celular dela. Não acreditei e respondi que não era bem assim, né?”

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Depoimento de Priscila*

Aos 19 anos conheci um cara. Ele era casado, tinha um filho, uma enteada e era meu chefe. Toda vez que nos encontrávamos no bar, vinha se lamentar sobre como nunca havia experimentado a sensação de felicidade, mesmo quase aos 30 anos. Um dia bebi demais e acabamos nos beijando e ele disse que me amava. Em nome deste amor avassalador, ele pediu a separação e mandou a mulher embora de casa. Depois quis conhecer minha família e, quando vi, eu já passeava com o filho dele aos finais de semana.

Ele me dava joias que eu nunca usei, roupas de marca que eu nunca quis e fazia surpresas, como passeios de lancha. Nesse meio tempo, continuei a trabalhar e fui crescendo na profissão, até que veio o golpe final: ele pediu que a gente se casasse de véu e grinalda, e que eu engravidasse. Nos casamos e ele mudou após o “sim” oficial. Seis meses depois, já não voltava mais para casa no horário, tinha uma agenda insana de compromissos e muitas viagens internacionais.

Um dia, retornou de uma dessas viagens e disse que não estava feliz. Pediu que eu fosse embora de casa. Hoje ele está com uma nova mulher, que sei que conheceu quando ainda éramos casados. Ela foi seu ‘ombro amigo’ quando repetiu a história de que nunca conseguiu ser feliz. Agora sei que o que vivi foi algo sufocante, mas na época tudo era muito sutil e bem mascarado por muito glamour. Eu devia ter saído correndo logo no início, mesmo achando que só aquele cara incrível poderia me amar.

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Mais um depoimento de Lucas Esteves

Tinha uma garota que parecia ser apaixonada por mim, mas namorava um outro cara (ele, inclusive, também toca e vivia me encontrando nos pagodes). Daí, teve um dia em que ela mentiu para mim, dizendo que tinha terminado o namoro e então resolvemos sair e ficar. Ela chegou até a postar no Facebook que tinha saído com um cara e estava em boa companhia, para fazer ciúme no namorado. No dia seguinte, ela me colocou o apelidinho carinhoso de ‘amante’.”

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Depoimento de Murilo Azevedo

Sim, eu vi de longe o alerta, a sirene do perigo tocando. Mas caí na cilada. Era aquele amor de ano novo; meu primo nos apresentou, ficamos e começamos a sair direto, estávamos sempre nos mesmos rolês. O amor estava surgindo! Tudo estava daora até ela começar a ficar possessiva. Me disse que a gente estava se conhecendo, no comecinho de tudo, e que não queria se envolver muito. Mesmo assim, se eu ficasse com alguém, ela não gostaria de saber. Duas semanas depois, ela começou a perguntar e saber das coisas, o que acendeu o meu sinal UEPA. Como eu jogo limpo, contei a verdade e ela ficou muito brava”.

 

 

 

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