Liberdade, abertura, respeito e honestidade parecem ideais intrínsecos a qualquer relacionamento afetivo. Cada um deles, porém, caracteriza o amor de um jeito diferente, dentro de normas e regras próprias dos relacionamentos modernos.

Hoje, o mundo não se resume a solteiros, casados, divorciados e viúvos; há uma gama muito maior de possibilidades e alternativas que transcendem a essência da monogamia, condição que demanda exclusividade afetiva e sexual entre os parceiros.

É o caso de relacionamentos abertos, poliamor, amor livre e outros. Cada um deles funciona à própria maneira, embora todos sejam vistos, de alguma forma, como a “salvação” de relações monogâmicas desgastadas pelos dias. Sempre é bom lembrar, porém, que cada casal faz o seu acordo e suas leis, né?

Você sabe o que cada um significa? Dá uma olhadinha abaixo!

Amor livre

O amor livre rejeita qualquer tipo de imposição, convenção ou rótulo propostos por instituições da sociedade, como o Estado ou a Igreja. Nesse tipo de relação, portanto, não há a idealização do casamento, da posse amorosa e do controle soberano sobre o outro. Esses são valores associados à submissão amorosa, que nada tem de libertário.

Amor livre

É um tipo de envolvimento que presume a liberdade individual, em primeiro lugar. Mesmo a relação monogâmica. dentro da visão do amor livre, deve estar oposta a qualquer tipo de registro formal, tal como a união estável ou o casamento no civil. É como uma filosofia de vida.

Relacionamento aberto

Nesse caso, não tem a ver com a carga ou imposição atrelada ao nome do relacionamento. Seus adeptos acreditam que o desejo sexual por outros parceiros existe e não deve ser sufocado dentro de normas estritas, como no caso da monogamia, em que relações extraconjugais são classificadas como “infidelidade”.

No relacionamento aberto, o desejo é liberado; o sentimento, por sua vez, pode não ser encarado da mesma forma, sem qualquer restrição. Relacionamentos abertos precisam, fundamentalmente, contar com um acordo mútuo entre os parceiros e “regras” que guiam o que pode e o que não pode ser feito em cada ocasião. Honestidade e transparência são a base de tudo.

Poliamor x Poligamia

Em relações poliamorosas, reina a multiplicidade de sentimentos, desejos e vontades. Nesse caso, não estão liberados apenas os diferentes parceiros sexuais, como também os parceiros afetivos, com quem se constrói um relacionamento amoroso.

Cada um pode contar com quantos parceiros – sexuais ou afetivos – quiser, em conjunto ou não. No poliamor, os dois lados da relação podem usufruir dessa liberdade, o que não costuma ocorrer em casos de poligamia, que remetem a uma prática unilateral e envolvem, necessariamente, o casamento religioso.

Poliamor

Na poligamia, apenas um dos lados pode ter mais de um parceiro afetivo e sexual. De acordo com o Alcorão, por exemplo, os homens têm o direito de se casar com até 4 esposas; a poligamia é mais praticada em países de religião muçulmana.

Ficar

Essa é uma expressão que não causa praticamente nenhum estranhamento entre homens e mulheres. No geral, todo mundo tem uma experiência como “ficante” de alguém. Ficar, portanto, nada mais é do que se envolver com outras pessoas sem necessariamente um “contrato” de fidelidade.

Mesmo assim, é importante observar que também não há grande envolvimento afetivo e romântico por trás dessa prática. É só beijo na boca e outras coisinhas a mais, às vezes, e olhe lá. É comum acumular ficantes, aliás, sem precisar dar nenhuma satisfação sobre isso.

Swing

Você já deve ter ouvido falar em casas de swing, certo? A prática consiste na troca de parceiros sexuais entre dois casais, como mero escape à rotina monogâmica ou como um estilo de vida, com regras, normas de conduta e outros “acertos” entre os parceiros para que não haja qualquer mal-entendido.

Ao contrário de relacionamentos abertos, a troca não ocorre separadamente. Isso quer dizer que os casais precisam estar juntos na troca sexual – em casas especializadas nisso, como as de swing, ou em encontros organizados pelos próprios adeptos.

No swing, busca-se essencialmente a satisfação sexual, sem envolver questões afetivas e românticas. Apesar da prática, muitos casais continuam levando uma vida monogâmica no dia a dia.

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