A imagem de comida congelada é cercada por críticas, desde que não possuem a mesma qualidade da comida “de verdade” até que são a causa para a obesidade no mundo. Mas talvez seja a hora de parar de torcer o nariz para alimentos congelados, mercado que deve crescer 20% na Inglaterra no próximo ano. Segundo a nutricionista especializada em obesidade da Universidade Liverpool, Emma Boyland, parte da percepção ruim se deve ao baixo preço. As informações são do Daily Mail.

Nos Estados Unidos, um estudo descobriu que quatro em cada cinco pessoas acreditam que alimentos congelados são altamente processados. No entanto, na França, muitos consumidores já enxergam a comida congelada como saudável e de boa qualidade. A verdade é que estudos mostram que ao congelar alimentos como frutas, legumes e verduras, é possível preservar nutrientes e antioxidantes.

Em uma experiência, foi comprovada a diminuição de nutrientes em alimentos que ficam na geladeira (4°C), em comparação com os que são congelados (-20°C). Ou seja, manter frutas e vegetais congelados no freezer não vai torná-los menos saudáveis, segundo especialistas.

A Inglaterra tem o nível mais alto de desperdício de comida na Europa, em média, cada casa no país joga no lixo seis quilos de alimentos por semana. E esses itens poderiam ser congelados e preservados. Entender que comida congelada pode, sim, ser saudável ajuda na redução do desperdício de alimentos e cria um mundo mais sustentável, além de impactar na economia domiciliar.

Não são todos os tipos de alimentos que podem ser congelados, pois ao colocá-los no freezer, cristais de gelos são criados. Quanto mais água o alimento tiver, maiores são os cristais e mais danos o congelamento faz à estrutura do alimento. Vegetais como alface, cogumelos e pepinos não devem ser congelados, por exemplo. Por outro lado, carnes, ervilhas, milho e temperos são bons alimentos para serem preservados no freezer.

 

 

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