Parece o roteiro da série ‘De Repente, Irmãs’ da Netflix, mas é vida real. Quarenta e oito pessoas descobriram recentemente que são meio-irmãs, já que têm o mesmo pai. O médico Donald Cline usou seu próprio esperma sem autorização das mães para inseminar em torno de 50 mulheres em sua clínica no estado de Indiana, nos Estados Unidos, entre os anos 1970 e 1980. O médico foi condenado por mentir sobre a origem do esperma em 2017.

A história voltou aos holofotes agora que Heather Woock, de 33 anos, falou sobre o assunto ao site The Atlantic. Ela disse que foi procurada por outra irmã há dois anos, mas não se preocupou. Até que as mensagens se tornaram frequentes e ela decidiu fazer o teste de DNA. Woock contou que as pessoas forem se descobrindo através do site Ancestry.com, que constrói árvores genealógicas com base em testes de DNA.

Os meio-irmãos mantêm contato através de um grupo no Facebook e sempre que se encontram novos membros são adicionados à família. Apesar do médico não falar, estima-se que o número de filhos seja maior considerando as pessoas que nunca fizeram o teste.

“Acho que nossas mães foram violadas e nós também fomos traídos por não termos tido uma relação ao longo da vida”, disse Ballard, outra meia-irmã. Liz White, uma das mulheres, hoje com 66 anos, passou por 15 procedimentos de inseminação ao longo de cinco meses na clínica. “Eu sinto como se tivesse sido estuprada por 15 vezes”, comentou.

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