Soluços podem ser bastante incômodos e não faltam simpatias para fazê-los passar o quanto antes. Quem nunca assustou alguém para ver se o sintoma desaparecia? Agora, imagine conviver com ele por mais de uma década.

Este é o caso de Lisa Graves, de 31 anos. A moradora da cidade de Lincoln, na Inglaterra, contou ao jornal Metro UK que sofre com soluços há 12 anos. Eles começaram durante sua primeira gravidez e nunca mais pararam.

“No início tentei todos as simpatias recomendadas: ser assustada, chupar um limão, comer açúcar, literalmente tudo. Mas nada funcionou”, relembra.

Neurologistas chegaram perto de solucionar o seu caso. Anos atrás, após realizarem uma série de exames, médicos suspeitaram que o problema fosse um efeito colateral de um leve derrame que a inglesa teve durante a gestação. No entanto, Graves conta que decidiu “não ir pelo caminho da medicação”, pois não havia nenhuma garantia. “Além do mais, a situação era gerenciável”, completou.

Eventos sociais, como cursos ou refeições em locais diferentes, podem ser difíceis para Graves. “Sinto que preciso avisar as pessoas do que pode acontecer”, diz, já que os soluços podem ser altos. “Muita gente já comparou o som com o choro de um cachorro e recentemente disseram que parece um pouco com o barulho de uma galinha. Mas já estou acostumada com isso. Teve um tempo que eu me sentia envergonhada, evitava sair em público… Agora eu tento não me importar”.

O sintoma ocorre principalmente quando Graves está estressada ou cansada. “É bem provável que eu tenha soluços até morrer – mas isso se tornou uma parte de mim”, diz, conformada.

Ainda de acordo com o Metro UK, o caso mais longo conhecido é o de Charles Osborne, de Iowa, nos Estados Unidos. Ele teve soluços contínuos por 68 anos, iniciados em 1922, e que só pararam quando ele faleceu.

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