A inglesa Liz O’Riordan, de 44 anos, é cirurgiã e lidar com o câncer de mama fazia parte de sua rotina de trabalho. Mesmo assim, quando foi diagnosticada com a doença, em 2015, foi tomada pelo susto.

“Normalmente você encontra um caroço, depois faz um scan, tem a biópsia e então recebe informações aos poucos. Mas eu soube de tudo ao mesmo tempo”, relata. Para lidar com a doença, a médica utilizou o triatlo como arma e decidiu participar de uma competição que havia se inscrito antes de receber o diagnóstico – mesmo estando no meio da quimioterapia.

“Eu não queria que o câncer tirasse tudo de mim”, ela conta. “Ele tirou meu emprego, porque eu não poderia ser uma cirurgiã durante o tratamento. Você perde seu cabelo, sua fertilidade, então pensei: ‘ainda quero me exercitar'”.

Para realizar a prova, ela precisou persuadir os organizadores: “eu disse: ‘vou devagar, mas farei de forma segura… Se eu me sentir mal, irei parar. Não espero que vocês cuidem de mim, mas por favor, por favor, por favor, deixem-me participar.”

A menina que costumava odiar esportes na escola contou ao Huffington Post que, desde então, já competiu em mais de oito provas – incluindo o Ironman, o maior circuito de triatlo do mundo.

Após nove meses de tratamento, a médica recebeu a notícia de que o câncer havia sido curado, mas a doença retornou em Maio de 2018. Atualmente, segue em tratamento e afirma que se exercitar a mantém otimista.

“É um jeito de me manter forte para que, se no futuro o câncer voltar, eu consiga lidar com ele”. E completa: “Se eu consegui passar pela quimioterapia, então passo por qualquer coisa.”

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