Reprodução/UF Health

O estadunidense Brian Herrington morreu em 2004 em um acidente de trabalho. Seus órgãos salvaram quatro pessoas, entre elas Jeffrey Granger, que recebeu um rim e o pâncreas. O paciente mal sabia que 16 anos depois, quem o salvaria seria novamente a família Herrington, desta vez, a viúva Terri.

Ela e Jeffrey criaram um laço após a doação e a moradora de Pensacola, na Flórida, não hesitou em oferecer um rim quando o do amigo começou a falhar.

Ambos não podiam ter acesso à identidade um do outro durante o primeiro ano após a cirurgia, mas começaram a trocar bilhetes e cartões anônimos. Quando o bloqueio foi liberado, Terri contou à rede de notícias CNN que sentiu uma forte ligação com ele logo na primeira ligação, como se os dois se conhecessem a vida toda.

Jeffrey realizou a primeira cirurgia após três décadas convivendo com diabetes Tipo 1. Mas 15 anos depois, em 2019, o rim transplantado começou a falhar e ele voltou a fazer hemodiálise.

Ao contar a notícia para Terri, ela se voluntariou, mas Jeffrey achou que era uma brincadeira. Ele chegou a a fazer um post no Facebook dizendo que estava rezando por um novo rim e a amiga foi rápida em responder: “você achou que eu estava brincando?”

Assim como o marido, Terri era uma doadora compatível. A esposa de Jeffrey também era, mas ele optou pela amiga para que a companheira pudesse tomar conta dele no período pós-operatório.

A cirurgia foi realizada na Hospital da Universidade da Flórida. Mark Johnson, responsável pela operação, disse à CNN não ter conhecimento de outro caso em que marido e esposa doam órgãos para a mesma pessoa. O médico explicou que a expectativa é que o novo rim dure de 10 a 14 anos.

Na visão de Terri, além de ajudar um amigo, ela se sente mais próxima de seu marido. “estamos novamente juntos”, afirmou.

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