Na última terça-feira (19), Matt Bevin, governador do estado de Kentuchy, nos Estados Unidos, disse em entrevista a uma rádio local que expôs seus 9 filhos, todos não-vacinados, a crianças com catapora para que elas pudessem ganhar imunidade. O político contou que convidou o filho do vizinho, que estava doente, para sua casa para que todas as crianças tivessem catapora de uma vez só.

Segundo o site Insider, a prática de “fazer festas da catapora” era comum até 1995, quando ficou disponível nos Estados Unidos a vacina contra a doença. A intenção é infectar as crianças para que elas “se livrem logo disso”.

Com o aumento da polêmica e discussão em torno da eficácia das vacinas e com muitos pais se recusando a imunizar os filhos, a festa da catapora voltou à pauta. Apesar da doença ser adquirida apenas uma vez na vida, os médicos alertam que não há necessidade que as crianças passem por isso. “Não há como dizer o quão grave e severo pode ser um quadro de catapora em cada criança. Então, não vale o risco de expor seu filho à alguém infectado”, disse em nota o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

“É impossível prever. Algumas crianças terão apenas marcas, enquanto outras podem morrer. Por isso, vacinamos o máximo que pudemos”, argumentou a pediatra Natasha Burgert ao site Insider.

Segundo o CDC, dor de cabeça, febre, perda de apetite, cansaço extremo, além de coceira e feridas estão entre os sintomas mais comuns da catapora. Em casos extremos, a infecção bacteriana pode causar pneumonia, inflamação cerebral e sépsis.

No Brasil, a vacina contra varicela é recomendada uma primeira dose para todas as crianças com 12 meses e a seguinte entre 15 e 24 meses. Nestes casos, é disponibilizada no sistema público. Mas, qualquer pessoa que não tenha tido a doença também pode ser vacinada.

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