Médicos da Escola de Medicina da Universidade John Hopkins fizeram um anúncio que pode transformar a vida de veteranos de guerra dos Estados Unidos. Muitos desses militares tiveram graves ferimentos na região dos genitais, sem possibilidade de recuperação. Por isso, os especialistas afirmaram que darão início a cirurgias experimentais de transplantes de pênis.

Os danos traumáticos desses machucados comprometeram por muito tempo a autoestima dos veteranos. “O impacto psicológico desses ferimentos foi obviamente muito forte nos pacientes. Ter a chance de recuperar completamente essas pessoas, depois de um machucado tão grave, é uma oportunidade incrível”, explicou Kate Nott, enfermeira da Escola de Medicina da Universidade e coordenadora da operação de transplantes, em entrevista ao Mashable.

Nott também ressaltou que pessoas que têm esse tipo de ferimento sentem muita dificuldade para falar a respeito e, consequentemente, se dispor a um procedimento cirúrgico. Alguns candidatos já foram selecionados, mas ainda precisam passar por uma avaliação física e psicológica antes de serem aprovados pelos especialistas.

Alguns debates éticos, porém, rondam esse procedimento. A questão é que os pacientes operados precisam tomar drogas imunossupressoras, após a cirurgia, para evitar a rejeição do transplante pelo próprio corpo. Essas drogas podem ocasionar alguns efeitos colaterais no organismo, nos rins e no coração. Os riscos valeriam a pena? E haveria uma queda de doadores de órgãos se estes ficassem sabendo que os próprios genitais poderiam ser implantados em outras pessoas?

Por isso a avaliação psicológica dos pacientes é tão importante, de acordo com Kate Knott.

Os médicos da Universidade John Hopkins esperam que algumas “funções” do órgão sejam restabelecidas, como a capacidade de urinar, sensibilidade, ereção e orgasmos. O que precisa ficar claro é que nem todas as capacidades serão sentidas simultaneamente e da mesma maneira, em todos os operados.

“Sobre essa questão dos transplantes, nós gostamos de dizer que o paciente nunca voltará a ser ‘normal’. O que ele vai ter é uma nova normalidade em sua vida”, observou Kate Knott.

Fechar X
Sem mais artigos