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Como outros transtornos mentais, a ansiedade não tem um diagnóstico visível ou óbvio para aqueles que estão ao redor. Muitas vezes, o distúrbio é taxado como algo insignificante, controlável, que depende única e exclusivamente da força de vontade dos pacientes. Ter ansiedade é algo muito mais complexo e angustiante que isso, porém.

A fotógrafa Katie Joy Crawford transformou sua ansiedade em um ensaio surpreendente e esclarecedor, que perturba e dá luz ao estigma dessa doença. Trata-se da perspectiva íntima e pessoal de uma pessoa que convive com o transtorno de ansiedade há mais de dez anos, mostrando como é preciso resistir e lutar todos os dias, sem exceção. Não é uma batalha fácil, vale ressaltar.

Com a linguagem corporal e outros recursos visuais, Katie transformou em arte aquilo que é complexo demais para expor em relatos e confissões. Em algumas fotos, a artista aparece submesa na paralisia da ansiedade, incapaz de se mover ou buscar refúgio em qualquer lugar longe daquela água turva e profunda. Ela explica que essa é uma das facetas do transtorno: você tenta, desesperadamente, colocar os pés no chão, mas a água é funda demais.

Veja outros exemplos na galeria acima.

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