Afastado por ofensas racistas, William Waack vira manchete no próprio jornal

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Atualizado em 9/11/2017

William Waack foi afastado

TV Globo/Reprodução William Waack foi afastado

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William Waack foi afastado pelo Globo após vazar na web um vídeo onde o jornalista aparece proferindo ofensas racistas. A emissora emitiu comunicado dizendo não compactuar com atitudes do tipo, mas alegando que a gravação não é clara e ressaltando as qualidades de seu empregado.

No Jornal da Globo, do qual William é âncora, Renata Lo Prete foi chamada às pressas para substituir o colega. Logo de cara, a apresentadora do Jornal das 10, da Globo News, leu um comunicado informando a decisão da empresa.

O comentário feito por Waack ocorreu pouco antes de uma entrada ao vivo durante a cobertura do pleito que elegeu Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos, em Washington. Ao lado de Paulo Sotero, ele reclama de uma buzina do lado de fora do estúdio e diz: “Está buzinando por quê, seu merda do cacete? Deve ser um, com certeza, não vou nem falar de quem, eu sei quem é, sabe o que é? É preto… é preto. É coisa de preto com certeza”.

Abaixo, o que disse a Globo:

A Globo é visceralmente contra o racismo em todas as suas formas e manifestações. Nenhuma circunstância pode servir de atenuante. Diante disso, a Globo está afastando o apresentador William Waack de suas funções em decorrência do vídeo que passou hoje a circular na internet, até que a situação esteja esclarecida.

Nele, minutos antes de ir ao ar num vivo durante a cobertura das eleições americanas do ano passado, alguém na rua dispara a buzina e, Waack, contrariado, faz comentários, ao que tudo indica, de cunho racista. Waack afirma não se lembrar do que disse, já que o áudio não tem clareza, mas pede sinceras desculpas àqueles que se sentiram ultrajados pela situação.

William Waack é um dos mais respeitados profissionais brasileiros, com um extenso currículo de serviços ao jornalismo. A Globo, a partir de amanhã, iniciará conversas com ele para decidir como se desenrolarão os próximos passos.

Personalidades negras que servem de inspiração na luta contra o racismo

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Lázaro Ramos

O ator é uma brisa de diversidade racial no universo homogêneo da televisão.

Créditos: Divulgação

Tais Araujo

O mesmo podemos dizer de Tais Araujo, esposa de Lázaro e líder de diversos movimentos de empoderamento feminino e racial na mídia.

Créditos: Divulgação

Criolo

Com letras e declarações, o rapper do Grajaú ganhou o grande público e é orgulho para a comunidade negra.

Créditos: Divulgação

Djamila Ribeiro

Acadêmica e feminista, Djamila fez parte da comissão de direitos humanos do ex-prefeito Fernando Haddad em São Paulo e é referência do feminismo negro.

Créditos: Reprodução

Eliane Dias

Eliane é esposa de Mano Brown e líder da produtora Boggie Naipe, que cuida da carreira solo do marido e dos Racionais.

Créditos: Revista Trip/Reprodução

Mano Brown

Líder dos Racionais, Mano Brown ganhou conhecimento e estratégia com o passar dos anos, sendo referência para sua comunidade.

Créditos: Gabriel Quintão/Virgula

Juçara Marçal

Com o Metá Metá e a carreira solo, Juçara é uma das responsáveis por elucidar o público sobre as tradições e raízes das religiões de matriz africana.

Créditos: Divulgação

Jonathan Azevedo

Jonathan vive Sabiá em 'A Força do Querer' e óbvio, já foi vítima de racismo. O que não o impediu de seguir em frente com seu trabalho dentro e fora da TV.

Créditos: Divulgação

Karol Conka

Karol Conka ganhou a mídia com autoestima e afirmação

Créditos: Reprodução

Emicida

O rapper, criado pela mãe, tem história de vida semelhante a de muitos negros das periferias brasileiras. Retratando essa realidade nos discos, ele serve de referência.

Créditos: Divulgação

Mariene de Castro

A cantora é outra que ajuda a cultivar e divulgar o respeito pelas religiões de matriz africana com suas músicas.

Créditos: Divulgação

MC Carol

A funkeira derruba os padrões diariamente para demonstrar que a mulher negra pode, sim, ocupar um espaço relevante.

Créditos: Divulgação

MC Soffia

A jovem adolescente impressiona com sua lucidez sobre temas como racismo e feminismo, empoderando os colegas e inspirando jovens negros.

Créditos: Divulgação

Aranha

O goleiro foi alvo de racismo no estádio do Grêmio, em Porto Alegre, em 2014 e não se calou. Ficou revoltado e fez questão de deixar isso claro, não aceitando o perdão dos responsáveis pelos atos criminosos e exigindo punições. Hoje, virou um símbolo da batalha contra racistas no futebol.

Créditos: Reprodução

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