(Foto: divulgação ) ‘Minha Fama de Mau’

A jovem guarda será relembrada a partir de 14 de fevereiro, dia em que estreia nos cinemas brasileiros o filme Minha Fama de Mau, sobre o cantor Erasmo Carlos. Além de retratar a vida do “Tremendão” pelos bairros do Rio de Janeiro, o longa foca em sua amizade com Roberto Carlos e no programa Jovem Guarda, da TV Record, que foi a maior sensação televisiva de 1965 a 1968.

No papel principal está o galã Chay Suede, que exibe talento, charme e muita simpatia assim como Erasmo na vida real. O Rei Roberto é interpretado com maestria por Gabriel Leone e a cantora Wanderléa, a “Ternurinha”, por Malu Rodrigues. Bruno de Luca revive o produtor e radialista Carlos Imperial e Bianca Comparato faz Nara, par do cantor.

“É um filme para cantar no cinema”, define Chay Suede em coletiva de imprensa realizada nesta semana na cidade de São Paulo. “‘Minha Fama da Mau’ mostra a inauguração do rock and roll no Brasil e eles [Erasmo e Roberto] tinham essa patente, ou pelo menos se sentiam donos dela. Eles foram os responsáveis por evangelizar outros meninos”, diz o ator. “É um bom momento para o neto convidar o avô para ir ao cinema e fazer disso um programa juntos”. 

Trilha diferenciada

Outro atrativo do filme é a trilha sonora, que chega em todas as plataformas digitais no dia 11 de fevereiro. Hits sessentistas como Minha Fama de Mau, Festa de Arromba, Parei na Contra Mão, Splish Splash, Eu Sou Terrível, Lobo Mau, É Proibido Fumar, Prova de Fogo, O Calhambeque, AmigoDevolva-me são cantados pelos próprios atores e acompanhados pela atual banda de Erasmo Carlos.

“Roberto e Erasmo são nossos ídolos. Amamos as músicas deles e foi um prazer poder regravá-las. É a nossa homenagem a eles”, conta Gabriel Leone na coletiva. “Eu, Chay e Malu já cantávamos, temos as nossas próprias vozes e os nossos timbres. Então, não nos preocupamos em imitá-los ou em tornar uma caricatura. Fizemos as nossas versões”, diz o ator.

“Fizemos uma pesquisa para entender como eles foram construindo os timbres, os trejeitos e os fraseados. Com isso aplicamos em nossa realidade, com as nossas vozes. Isso foi libertador”, revela Gabriel, e completa: “É interessante assistir a uma biografia em que há homogeneidade entre a voz de quem está cantando e de quem está falando. É raro acontecer isso e tivemos o prazer de participar de um projeto com essa linguagem”.

O diretor Luis Farias conta como a ideia surgiu e tudo aconteceu rapidamente: “O Chay propôs do elenco cantar as canções. Então eu fui até a Universal Music para tratar sobre a trilha e a gravação aconteceu em uma semana. O Erasmo ficou acompanhando, aprovando as gravações e a partir dali o filme começou a acontecer porque todo mundo entendeu do que se tratava. Foi muito legal isso”.

Fechar X

 

Fechar X