Maior feira de cultura pop do mundo, a Comic-Con terminou neste domingo (27) tendo seu gigantismo questionado. A frequência de fantasiados também era muito menor que nos outros dias e uma certa melancolia típica de fim de festa pairava no ar.

Durante todo o evento, que teve o maior número participantes de todos os tempos, mais de 130 mil pessoas, fãs chegavam a ficar cinco horas para entrar na exposição de Game of Thrones. Eles tinham acesso a uma tela verde onde eram inseridos ao lado de uma cena do seriado da HBO e também podiam sair de lá com uma tatuagem de verdade de uma das insígnias das facções, os “sigils”.

No caso dos painéis, eventos promovidos pelas companhias com atores e diretores, alguns chegavam a passar 24 horas na fila. “Não consegui entrar em nenhum dos painéis principais como Marvel e DC Comics. Você precisa acampar e sacrificar o dia inteiro”, afirmou Daniel Martinez ao jornal U-T San Diego, em reportagem que dizia que as tatuagens de Game of Thrones eram o souvenir perfeito da feira, “mistura de prazer e dor”.

Os resistentes, no entanto, puderam ter acesso a cenas memoráveis, como o painel de O Hobbit, que reuniu o diretor Peter Jackson e as estrelas Cate Blanchett, Orlando Bloom e o novo queridinho do público e crítica, o inglês Benedict Cumberbatch. Se você não conhece esse nome, é bom guardá-lo. Ele foi repetido incessantemente por aqui.

O trailer de 30 segundos de Batman v Superman: Dawn of Justice também valeu o sacrifício, no painel com as presenças de Ben Affleck (Batman), Henry Cavill (Super-Homem) e Gal Gadot (Mulher Maravilha).

Outro ponto alto foi Jessica Alba. Se é o tempo dos vilões na dramaturgia, de Hollywood às novelas da TV Globo, a atriz confessou ter estabelecido uma forte conexão com o lado escuro de sua personagem Nancy em Sin City: A Dame to Kill For. “Foi difícil me separar dela até que o filme acabasse”, contou.

O Virgula Top of The Pops esteve no evento como um participante comum – bem, faltou a fantasia -, sem credenciamento de imprensa, acesso a áreas exclusivas, furadas de fila. Foi uma boa maneira de ver como a organização do evento funciona. Ajuda também o fato de ninguém querer dar uma de espertinho para levar vantagem.

Nesse ponto, realmente, temos de bater palmas para os norte-americanos e desconfiar que os que reclamam o fazem com a barriga cheia de donuts. Doh!

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