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Um menino pobre e gay, descobrindo as dificuldades de viver em uma comunidade pobre de Miami. É a partir dessa premissa que o diretor Barry Jenkins conduz a trama de Moonlight: Sob A Luz do Luar, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (23). No longa, Little (Alex R. Hibbert, na fase criança) descobre cedo que seu jeito sensível trará sérias dificuldades na vida. Sem noção nenhuma do que é a sexualidade, ele não entende bem por que os colegas de escola implicam tanto com ele e por que é vítima de bullyng.

Negro, vivendo em um bairro pobre e violento de Miami, ele também precisa lidar com a mãe viciada em drogas. Sua vida só não é mais complicada graças à ajuda do traficante Juan (Mahershala Ali), que o acolhe como uma espécie de filho, e de Teresa (Janelle Monáe), namorada do bandidão. O tempo passa, Little passa a se chamar Black (Trevante Rhodes) e se torna um perigoso bandido local. Mas a pergunta que fica ao longo de todo filme é: quem ele realmente é? Ou melhor: quem realmente somos? O tempo e as circunstâncias são capazes de mudar nossa identidade? Chiron vai descobrir o seu ‘eu’ ao descobrir sua sexualidade.

O filme concorre a 8 estatuetas do Oscar, incluindo a de melhor atriz coadjuvante para Naomi Harris, que interpreta a mãe de Chiron, de melhor ator coadjuvante para  Mahershala Ali, o bandidão Juan,  e de melhor filme.  Um sucesso que não está sozinho em Hollywood. Lembramos de outros filmes que, assim como Moonlight, abordam jovens e a descoberta da sexualidade.

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