Frequentemente citada pelo grupo Procure Saber sobre o assunto das biografias não-autorizadas, a autora Glória Perez se pronunciou sobre o assunto no Twitter nesta terça-feira (15). “O direito à privacidade é uma conquista da democracia e protege os direitos de todos, biografáveis ou nāo”, diz ela.

Glória brigou – e ganhou – na Justiça para tirar das livrarias a obra A História que o Brasil Desconhece, livro de Guilherme de Pádua, assassino de sua filha, em que da a versão dele dos acontecimentos. Na rede social, ela acrescentou que “não há democracia sem liberdade de expressāo e sem os direitos individuais. Conciliar esses direitos é a questāo”.

Gloria aproveitou ainda para desmentir uma nota da revista Veja, que afirma que ela teria oferecido ajuda ao Procure Saber e que estaria disposta a visitar a ministra Carmen Lúcia, relatora da Ação Direta de Inconstitucionalidade que pode alterar o código civil no que diz respeito às biografias. “Que história é essa que eu vou a Brasilia???”, protestou. “Bons tempos em que os jornalistas ligavam pra gente antes de publicar sobre nós! Afff!”, concluiu.

Debate
A repercussão em torno do caso das biografias ganhou força após uma entrevista de Paula Lavigne, ex-mulher e empresária de Caetano Veloso, ao jornal Folha de S. Paulo. Paula é porta-voz da associação Procure Saber, integrada por Caetano, Djavan, Chico Buarque, Gilberto Gil e Roberto Carlos, entre outros músicos.

O grupo luta para impedir que seja aprovado um projeto do deputado Newton Lima (PT-SP), que tramita no STF e no Congresso Nacional. O projeto pede uma mudança no Código Civil brasileiro, por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade, referente aos artigos do Código Civil que permitem o veto de biografias não autorizadas pelos biografados ou suas famílias. Para Newton, tais artigos ferem a liberdade de expressão e de imprensa.

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