Quarenta anos após ter sido criada, a Comic-Con atrai visitantes com perfis que não se restringem mais a nerds durangos e movimenta a economia da cidade. O prefeito Kevin Fauconer, em entrevista ao jornal local U-T San Diego, avaliou o impacto da feira em US$ 175 milhões (R$ 390 milhões).

“Não é mais a Comic-Con dos nossos avós. Antigamente, a convenção atraía espinhentos que moravam em porões e chegavam em bandos, jantavam batata frita e refrigerante e gastavam US$ 1,50 (R$ 3,35) para sair com o braço cheio de quadrinhos esfarrapados. Se isso alguma vez foi verdade, esses dias estão mortos e esquecidos como o Pato Donald”, escreveu Peter Rowe, autor da reportagem.

Nos arredores do Gaslamp Quarter, região histórica próxima ao Centro de Convenções de San Diego, famílias inteiras disputam mesas para comer em restaurantes que cobram entre US$ 20 (R$ 44) a US$ 40 (R$ 89) por uma refeição.

Marcas e companhias de entretenimento também aproveitam para fazer marketing. Próximo ao hotel Hilton San Diego Bayfront, há propagandas de Simpsons, Godzilla e do seriado Gothan. O passeio público Martin Luther King recebeu decoração inspirada na Revolução Francesa para promover o jogo Assassins Creed: Unity. No estádio Petco Park, as referências são a The Walking e Batman.

Nessa hora, para chamar a atenção das 130 mil pessoas esperadas, a criatividade conta. Vale mais pagar figurantes fantasiados para flash mobs, deixar veículos e cenários de filmes em lugares estratégicos ou montar pop-ups de galerias que apelar para propaganda tradicional como telões e cartazes.

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