Roberto Marinho, o homem que criou a rede Globo, faria hoje (03) 110 anos de vida. Embora tenha começado tarde (erguendo o primeiro castelo de seu império aos 40 anos), seu trabalho pode ser reconhecido por eras. Mas não é só de Globo que a vida deste comunicador foi feita. Fizemos aqui um momento Arquivo Confidencial para celebrar um século e uma década de Roberto Marinho! É cada história…

 

Seu primeiro trabalho, aos 13 anos, foi como figurante do filme A Quadrilha do Esqueleto, da produtora Veritas Film, que pertencia ao seu pai, Irineu.

Também foi o pai dele que lançou o jornal ‘O Globo’, em 1925, com uma tiragem de 33.435 exemplares. Roberto, com 20 anos, arrumou um emprego como repórter e secretário particular.

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Em 1939, Roberto Marinho começou a fazer uma coleção. Não, não foi de latinhas de cerveja importada, e sim de obras de arte, chegando a ter um acervo de 700 peças. Essa coleção viraria exposição no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, passando pela Argentina e Portugal.

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No mesmo ano, ele comprou uma casa no Cosme Velho, e foi ali que permaneceu até o fim da vida.

A Rádio Globo foi a primeira pedrinha que ergueu o império das Organizações Globo, inaugurada em 21 de março de 1944.

Depois disso, a coisa foi ladeira acima: além de rádio, Marinho atuou nas mídias de televisão, jornal, editora, produção de cinema, vídeo, internet e distribuição de sinal de TV paga e de dados.

O resultado disso? Suas empresas viraram o século 21 com mais de 15 mil funcionários e com um faturamento de mais ou menos US$ 2 bilhões. Isso tornou o jornalista um dos homens mais ricos do mundo, segundo a revista Forbes.

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Em 1952, Marinho foi nomeado delegado do Brasil na comissão dedicada aos direitos humanos da VII Assembleia Geral da ONU.

No Brasil, ele ficou conhecido como a versão tupiniquim do Cidadão Kane. A referência veio por conta do documentário Muito Além do Cidadão Kane, de Simon Hartog, que compara a influência da rede Globo à influência que o personagem Charles Foster Kane possuía, no drama de Orson Welles.

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Em 1993, aos 88 anos, Roberto Marinho foi eleito para uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, mais especificamente a cadeira 39, que fora ocupada por Otto Lara Resende.

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Agora vamos falar de esportes? Roberto Marinho praticava e competia em três modalidades diferentes: hipismo, automobilismo e pesca submarina.

Este causo foi contado em um jantar, por ninguém menos que o mega empresário da comunicação Rupert Murdoch: “Dr. Roberto foi nadar e viu um tubo lá embaixo, no chão, no mar. O que ele fez? Entrou no tubo. Quando estava na metade, pensou assim: ‘E se não tiver saída?’ Ele considerava isso uma das maiores burrices que fez na vida”.

Roberto Marinho manteve a boa forma física por grande parte da vida. Aos 95 anos de idade, ele ainda subia e descia degraus e praticava hipismo. A pesca submarina foi um hobby mantido até os 80.

Além disso, o jornalista era chegado em uma sinuca, que na época era um esporte clandestino. Ao lado de seu parceiro Dom Hélder Câmara, Roberto escapava do escritório para jogar umas partidas antes do almoço.

Se você é pai e ganha presentes no segundo domingo de agosto, agradeça ao jornalista. Foi ele quem incluiu a data no calendário brasileiro.

Possuiu uma coleção de flamingos, entre eles um casal dado pelo presidente de Cuba, Fidel Castro.

O jornal O Globo foi quem promoveu o torneio Luvas de Ouro, que levava o boxe aos subúrbios em ringues armados em praça pública.

Reza a lenda que Roberto Marinho ficava dentro de uma bolha em sua casa, pois tinha medo de morrer. Será?

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