Fechar X

Tatá Werneck precisa decidir rápido. Com seu contrato terminando este mês, ainda não sabe se fica na MTV, graças a uma série de propostas que recebeu de outras emissoras. Ela não entra em detalhes, mas diz que são ofertas “de vários lugares e maravilhosas, com as quais eu sonho”.

“Eu tenho que decidir tipo hoje. E, cara, eu tô muito em dúvida, tenho várias propostas que estão me deixando maluca”, admite, em entrevista exclusiva ao Virgula Diversão. Por outro lado, reconhece as vantagens de continuar onde está. “A questão é que na MTV você pode ser exatamente o que você é. Eu não tive que malhar, emagrecer, tirar meu bigode… eu posso ser exatamente o que eu sou e a MTV sabe aproveitar isso, ela quer isso. Daí você vai pra outro lugar e tem que se adequar a um monte de regras pra atingir todas as pessoas…a MTV extrai o que você tem de melhor”, avalia, aproveitando para negar qualquer boato de que o Comédia possa deixar a grade em 2013. “Essa foi a primeira coisa da qual me assegurei”, garante.

 

Mas se na TV seu futuro ainda não está definido, existe outro aspecto de sua carreira cada vez mais claro. “Quero muito fazer mais cinema. Amo, é um novo caminho pra mim. Só não faço barriga de fora, gente. Não é nem pelo peito, é pela barriga mesmo”, avisa.

No próximo dia 28, estreia em De Pernas Pro Ar 2, onde ela fez uma participação pequena, mas que foi suficiente para fazer com que se apaixonasse por Ingrid Guimarães. “Pode colocar aí: a Ingrid é a pessoa mais generosa que eu já conheci”. Empolgada com o cinema, Tata já tem pelo menos quatro filmes para gravar em 2013: Superpai, com Rafinha Bastos, e Os Homens São de Marte e é Pra Lá Que Eu Vou, com Mônica Martelli, além de Chorar de Rir e A Esperança é a Última Que Morre.

Mas mesmo investindo tanto nas comédias, a atriz não gosta e não aceita o rótulo de humorista. “Quero fazer várias coisas como atriz e não necessariamente tenho que fazer uma coisa engraçada. E o humorista, eu acho que tem essa obrigação. Alguém chega e diz “vai, vamo lá, me faz rir aí”. Não mesmo, não tenho essa obrigação. Quero fazer dramas, um monte de coisas. Nu, quero fazer… não, nu eu não quero não, é brincadeira”, diz.

“E humorista também é quem escreve, na verdade. E eu não escrevo nada. Fazia algumas coisas pro Comédia MTV, mas escrevia ali, não tenho esse hábito, não tenho material, não tenho uma linha, uma piada pronta, nada”, acrescenta.

E em quem então ela se inspiraria para conduzir sua carreira? “Os Três Reis Magos”, diz, sem hesitar, para depois deixar a brincadeira (mais ou menos) de lado. “Não, sério, a Fernanda Torres…e o Tony Blair”.

Vaidade e limites

Quem assiste Tata fazendo praticamente qualquer tipo de personagem na TV não consegue imaginar que ela possa ter vergonha ou se recuse a interpretar algum quadro. Mas isso pode sim acontecer. “Biquíni não rola, é uma questão de corpo de senhora mesmo… e qualquer coisa que tenha que levar a sério, lidar com vaidade. Se eu for fazer uma foto pra uma revista e o cara disser “não, agora vamos fazer uma foto séria” eu fico constrangidésima. Me sinto invadida quando tenho que pagar de alguma coisa que eu não sou. Então qualquer coisa que eu tenha que realmente “fazer a mulherzinha” eu não consigo”, admite.

Já em relação aos limites no conteúdo dos quadros, ela procurar preservar aqueles que envolve em suas piadas. “Ah, eu não daria um tiro em ninguém… e, assim, não gosto de humilhar ninguém, a não ser que ela me humilhe muito antes. Não quero fazer nada que constranja os outros. Apesar de isso ser bem incoerente porque eu tenho um programa de trotes (o Trolala). Mas normalmente depois eu ligo pra pedir desculpas. Outro dia eu passei trote pra uma menina, ela ficou muito chateada e depois eu peguei o telefone dela e a gente ficou super amiga, porque eu me senti tão mal. Falei ‘dorme na minha casa hoje, entre os meus pais, por favor’”, brinca.

Renatinho

Além da TV e do cinema, Tata também está investindo na música. Depois de aprender bateria e tocar em uma banda quando era criança, ela agora é uma das integrantes da Banda Renatinho, que tem uma proposta bem definida.  “Não estamos preocupados em agradar qualquer pessoa, a gente só se encontra e se diverte… provavelmente é bem constrangedor, eu acho”, explica.

“Essa é uma banda na qual a gente não pensa pra compor. Cada um fala uma frase, o outro começa a tocar, a gente improvisa e sai a música. Já fizemos um show, acho que foi o pior momento da minha vida, as pessoas estavam se perguntando o que estava acontecendo…mas a gente leva super a sério. Foi no Kit Club e a gente tinha três dias de banda na época”, conta.


Fechar X
Sem mais artigos