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Em quase 100% dos sites de entretenimento do mundo todo no mês de dezembro, figuram as listas de melhores do ano. Com certeza o Virgula não estaria de fora dessa estatística. Já demos listas de melhores discos do ano, dos famosos que se separaram e tudo mais. Agora é a vez do Virgula eleger seus filmes preferidos de 2010 já que ano está quase no fim.

No início do mês, nós publicamos uma matéria com as listas individuais de cada jornalista do portal, com apenas cinco filmes. Agora resolvemos contar os filmes mais votados para consagrar uma lista de 10 melhores em nome do Virgula. Nela tem animação, como Toy Story 3, filme cult, como A Fita Branca, do mestre Michael Haneke, produção brasileira, como Tropa de Elite 2 e tudo mais.

Acompanhe a lista e fique por dentro dos filmes – muitos deles já premiados e outros quem prometem nas premiações de 2011:

Toy Story 3 (Toy Story 3), de Lee Unkrich

O filme arrecadou no final de semana de estreia mais de 109 milhões de dólares só nos EUA, a maior abertura para uma animação no primeiro dia. É também a animação mais rentável da história, com mais de 1 bilhão, e está entre as 10 maiores bilheterias do mundo. Precisa dizer mais? Claro! Toy Story foi a primeira animação da Pixar

A Origem (Inception), de Christopher Nolan

Nolan gosta de histórias complexas, basta lembrar de seus primeiros filmes, Amnésia e Insônia. Dessa vez, ele escolheu “complicar” o sonho. No filme, Leonardo DiCaprio é o protagonista, Cobb, uma espécie de ladrão de sonhos (com perdão do trocadilho do filme de Juanet): ele é contratado para invadir os sonho de uma pessoa, buscar informações e implantar uma ideia. Com efeitos especiais brilhantes e belas atuações (injustamente ignoradas no Globo de Ouro), o filme foi motivo de discussão na internet e em várias rodinhas pelo mundo. Um filme autoral e ao mesmo tempo de puro entretenimento conseguiu atingir uma massa tão grande que foi o terceiro filme mais baixado na web este ano.

Tropa de Elite 2 (Tropa de Elite 2), de José Padilha

Se Tropa de Elite foi um marco pro bem (cravou o personagem mais famoso na cinematografia brasileira) e pro mal (pirataria, foi o primeiro filme brasileiro a vazar antes da estreia), a sequência fez ainda mais barulho, consagrou ainda mais Capitão Nascimento e “simplesmente” foi o filme brasileiro de maior público da história (barrou o até então invencível Dona Flor e Seus Dois Maridos). Em época de eleições, o filme de José Padilha foi bem oportuno ao colocar Nascimento, agora comandante geral do BOPE, não mais em guerra com tráfico de drogas, mas com policiais e políticos corruptos com interesses eleitoreiros.

O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de Sus Ojos), de Juan José Campanella

Apesar de ter sido muito comentado no início do ano e ganho o Oscar de Filme Estrangeiro, o filme só entrou em cartaz esse ano. Para nossa inveja, a Argentina fez um dos melhores filmes dos últimos anos sobre amor, perda e vingança, tudo na medida certa. Como disse o próprio diretor, a graça maior de seu thriller policial, o que talvez tenha chamado mais atenção entre os indicados (os excelentes A Fita Branca e O Profeta), é o bom humor que quebra um pouco o clima pesado. Vale lembrar que o filme tem uma dos melhores planos sequência do cinema, a do estádio de futebol (assista AQUI), é o filme nacional de maior arrecadação na Argentina e é considerado o mais visto dos últimos 35 anos no país.

Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland), de Tim Burton

Disney, Tim Burton, 3D e Johnny Depp (de novo). Parece que esse processo não funcionou muito pra crítica – que massacrou o filme nas suas resenhas -, mas fez (e muito) bem para o bolso do estúdio e seu diretor. Alice arrecadou mais de US$$ 1 bilhão, fez a alegria da garotada (ansiosíssima para ver o clássico mergulhado na escuridão caractéristica (já datada) de Burton. O filme é puro entretenimento, mas é bem lembrar que aquele 3D (convertido) é de quinta categoria. Nessas horas dá mesmo vontade de eleger James Cameron como juiz dessa “nova” tecnologia.

Preciosa – Uma História de Esperança (Precious), de Lee Daniels

A história de Claireece Preciosa Jones (Gabourey Sidibe) é cruel. Obesa, negra, analfabeta e residente do Harlem de Nova York, ela come o pão que o diabo amassou no filme: apanha da mãe, sofre abuso sexual, preconceito e tudo mais. O diretor vai aos Anos 80 para contar a história de superação que ganhou várias indicações ao Oscar, inclusive de Melhor Diretor e Melhor Filme.

A Fita Branca (Das weiße Band), de Michael Haneke

Haneke é, sem dúvidas, um dos cineastas mais interessantes do velho continente. Sempre polêmico, dessa vez ele levou seu sadismo às vésperas da Segunda Guerra Mundial, num vilarejo alemão onde estranhos acontecimentos intrigam a população local. A história, tensa, se desenrola sob uma fotografia preto e branca, cortesia de Christian Berger, e um excelente elenco, principalmente o infantil. Se você ainda não viu, não vá esperando nada óbvio. Haneke é o mestre da sugestão (Caché é um belo exemplo disso) e faz você sair do cinema com vários questionamentos na cabeça. Obra-prima!

Avatar – Edição Especial (Avatar – Especial Edition), de James Cameron

Ok, Avatar estreou em 2009, mas essa edição especial com oito minutos a mais, que encantou alguns dos jornalistas aqui do Virgula, estreou em outubro deste ano. O que falar de Avatar? Um marco no cinema, principalmente no quesito high tech. James Cameron passou uns 10 anos desenvolvendo uma tecnologia, a do 3D estereoscópico, para contar sua história de amor à natureza (bem oportuno, já que o centro das discussões hoje é a sustentabilidade e o pavor recorrente das catástrofes). O filme custou US$ 500 milhões, mas arrecadou bem mais que R$ 1 bilhão, fazendo o cineasta quebrar seu próprio recorde (antes de Titanic).

Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works), de Woody Allen

Quando Ricardo Darín, ator argentino que protagonizou O Segredo dos Seus Olhos, veio ao Brasil (há umas três semanas), disse em coletiva que gostaria de trabalhar com Woody Allen. Mas ficou desanimado quando uns amigos seus disseram que ele não dirige mais, apenas contrata elenco (sempre grandioso) e o deixa livre pra construir sua história. Verdade ou mentira, não sabemos. O fato é que o cineasta tem perdido mesmo aquela sua graça neurótica pra contar histórias mais leves, por vezes bobas. Em Tudo Por Dar Certo, realmente tudo poderia ter dado certo, já que reuniram-se ali dois gênios, Woody e Larry David. Porém o resultado ficou aquém do esperado. Ainda assim, o filme caiu nas graças do público.

Onde Vivem os Monstros

Spike Jonze costuma fazer uns filmes bem malucos (e adoráveis, como Adaptação e Quero Ser John Malkovich), mas aqui ele diminui o nível de insanidade para o público infantil ao se basear na obra econômica de Maurice Sendak. No final das contas, cativou foi mais os adultos. Na história, após fugir do castigo da mãe, o garoto Max, vestido com sua fantasia de lobo, vai parar no mundo dos monstros, onde aprende várias lições morais. As dublagens – de James Gandolfini (Carol), Paul Dano (Alexander), Catherine O’Hara (Judith), Forest Whitaker (Ira), Michael Berry Jr. (Touro), Lauren Ambrose (KW) e Chris Cooper (Douglas) – são impagáveis.

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