VAMP

Claudia Ohana, Ney Latorraca e Claudia Netto

Um dos principais sucessos da década de 90, Vamp ganha versão para os palcos. O espetáculo, que estreia na sexta-feira (17) no Teatro Riachuelo, no Rio, traz Ney Latorraca e Claudia Ohana como Vlad e Natasha, dupla de vampiros que protagonizou a novela em 1991. “Natasha foi uma personagem tão boa que estamos querendo ressuscitá-la. Poder revivê-la é um presente, a novela foi muito marcante para mim. E fazer ao vivo, novamente com o com Jorginho e com Ney é muito emocionante! Na época, nós não sabíamos ao certo no que ia dar. A diferença agora é que estamos vindo de uma novela de sucesso, o que gera mais expectativa. Já se passaram 26 anos e acredito que a gente não vá fazer exatamente a mesma Natasha, vamos descobrir uma Natasha 2017”, diz Claudia Ohana. “O personagem fez muito sucesso na época, como toda a novela em si. Foi uma obra que “aconteceu”, o que não é algo fácil. Por isso, voltar com tudo para o teatro é uma alegria. O público vai ver uma síntese da novela no palco, porque é o mesmo autor, o mesmo diretor, o mesmo figurinista”, completa Ney Latorraca.

Lembramos de alguma coisas muito legais da novela, um clássico do horário das 7.

Lentes coloridas

OLHOS

Um dos grandes baratos era descobrir que cor de olho cada novo vampiro teria. A produção dispunha, basicamente, de três cores: branca, vermelha e verde. Mary Matoso (Patrycia Travassos) e Lipe (Fábio Assunção), por exemplo, tinham olhos vermelhos. Matosão (Fávio Silvino) e Matosinho (André Gonçalves), brancos. Vlad, Gerald (Guilherme Leme) e Natasha, verdes.

Efeitos Michael Jackson

via GIPHY

Em 1991, ano em que a novela foi exibida, Michael Jackson (1958-2009) lançava o clipe da música “Black or White”. O vídeo impressionava pelos efeitos especiais e uma cena específica causou muito impacto no público: a que mostrava pessoas se transmutando em outras, um avanço para época. Para não ficar atrás, a equipe de Vamp deu um jeito de fazer o mesmo com os personagens que haviam sido vampirizados. O resultado foi quase tão bom quanto o do clipe americano.

Rita Lee

Cláudia Ohana e Rita Lee - em VAMP

A cantora, que sempre flertou com a dramaturgia, já tinha colecionado participações em produções como o especial Cida, A Gata Roqueira (1985) e a novela Top Model (1989). Dessa vez, ela aparecia em cena como Lita Ree, uma roqueira amiga de Natasha. Juntas, elas cantavam “Doce vampiro” em uma das apresentações que rolaram na história. Mas a grande supressa ainda estava por vir. Decidida a se revelar para Lita, Natasha contava ser uma vampira, mas ganhava uma bela gargalhada como resposta. Chateada, ela perguntava o porquê daquela reação insensível, ao que Lita respondia: “Eu também. Sou uma vampiresa!”. E saía voando como morcego, terminando uma participação muito especial.

Rolling Stones na trilha

CUBA-UK-MUSIC-ROLLING-STONES-G182L98N0.1

Muita criança e adolescente dançou ao som de Natasha cantando “Sympathy for the Devil” sem saber que a música era um clássico dos Rolling Stones. A trilha sonora da novela era da mais alta qualidade e trazia ainda canções como “Don´t Let The Sun Go Down on Me”, de Elton John.

Natasha dançando em Veneza

2505226_x720

Impossível não lembrar das sequências iniciais, em que Natasha dançava em Veneza, na Itália, ao som de “Sadeness”, do grupo Enigma. Com uma capa preta enorme, ela colocava um som portátil no chão e começava sua apresentação. Tudo era um plano dela e de Vlad para seduzir o produtor musical Gerald.

Caça-vampiros fajuta

PENTAYLOR

Novela de vampiro sem caça-vampiros não faz sentido. A de Vamp se chamava Mrs. Penn Taylor e era vivida por Vera Holtz. Seu sotaque inglês também era fajuto. No final da trama, ela revelava ser de Tatuí, no interior de São Paulo. Apesar da picaretagem, Penn Taylor se tornava uma grande aliada contra os seres do mal quando a cidade era invadida.

Padre garotão

PADRE

Jurandir (Nuno Leal Maia) era um ladrão de galinhas que se envolvia com Cachorrão (Paulo Gracindo), bandido da mais alta periculosidade. Graças ao destino, ela ia parar em Armação dos Anjos, onde passava a morar em uma igreja, lugar perfeito para se esconder.  O golpe de sorte atendia pelo nome de Estevão (Marcus Alvisi). Estevão era o padre novato que ia substituir Euzébio (Oswlado Louzada), religioso de idade avançada que precisava se aposentar. Durante a viagem, ele dava carona para Jurandir, mas os dois se acidentavam e Estevão sumia. Jurandir via, ali, a oportunidade de ouro para salvar sua pele e assumia a identidade do religioso. Sem a menor intimidade com a vida sacerdotal, o malandro gostava mesmo era de jogar bola com a garotada. Nuno Leal Maia tinha sido originalmente escalado para viver o Capitão Jonas Rocha, mas vinha interpretando uma série de galãs e pediu à direção da Globo para trocar de papel. Ficou com o padre picareta, um marco na sua carreira.

Lágrimas de sangue

CHORAR SANGUE

Natasha chorava sangue quando triste. O efeito assustou muitas crianças da época, que não conheciam nada sobre filmes de terror. Apesar de detalhes como esses, os vampiros da novela andavam soba luz do Sol  e não se importavam com elementos como alho, o que irritou os fãs do gênero.

Final de capítulo

FINAL 2

Duas novidades marcaram a linguagem de Vamp: a gravação de diversas cenas no formato de videoclipe – sem diálogos, com muita ação e sucessão rápida de planos – e a transformação do último take de cada capítulo num quadro de história em quadrinhos, ideia do diretor Jorge Fernando. A imagem era congelada, em close, e a cena era contornada por um traçado a lápis, feito pelo artista gráfico Roger Mello. Em seguida havia uma fusão entre imagem e desenho, até aparecer uma animação, que parecia feita com carvão.

Fechar X
Fechar X
Sem mais artigos