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O sonho não acabou. E a paixão pelos Beatles também não. Quase 45 anos depois do fim da banda, o quarteto de Liverpool continua encantando novas e velhas gerações, e gerando livros, textos, imagens, filmes. Como este Viver é Fácil com os Olhos Fechados (Living is Easy With Eyes Closed, de David Trueba).

O longa espanhol tenta uma indicação ao Oscar de Filme Estrangeiro, e conta com esta “paixão Beatle” como trunfo para conquistar plateias. Nas sessões do filme na 38ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, a conquista foi bem-sucedida: o filme chegou a ser aplaudido ao término de uma sessão lotada e com ingressos esgotados. Lágrimas escorreram também.

A história se passa em 1966. O Beatle John Lennon entrou em crise, e está no sul da Espanha filmando Como Eu Ganhei a Guerra (filme que o músico realmente estrelou). Ao saber disso, um espanhol que dá aulas de inglês utilizando trechos de músicas dos Beatles (vivido por Javier Câmara, ator de filmes de Almodóvar como Fale com Ela e Má Educação) resolve viajar até o set de filmagens para conhecer Lennon.

No caminho, o professor dá carona a dois adolescentes fugitivos: uma garota grávida e um estudante que fugiu de casa para escapar de cortar o cabelo – um penteado tigela a la Beatles e Rolling Stones.

A jornada do trio em busca do Beatle deprê tem muito mais a ver com descobertas pessoais do que com os cabeludos de Liverpool. E esse é um dos grandes acertos do filme: uma obra sobre os Beatles mas que na verdade não é sobre os Beatles.

Assim, o filme faz companhia a outros grandes filmes que também seguiram essa linha: Febre de Juventude (1978, EUA, de Robert Zemeckis e produzido por Spielberg) e Paul is Dead (2000, Alemanha, de Hendrik Handloegten).

E claro, no trecho final não poderia deixar de surgir a música Strawberry Fields Forever, dos Beatles, de cuja letra o título do filme “empresta” uma frase. Impossível não se envolver! Duvida? Veja o filme, que passa na repescagem da Mostra, no dia 04/11 às 19h no Cinesesc.

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