A Japan Airlines introduziu uma medida polêmica em seu mapa de assentos. “Para que outros passageiros saibam que uma criança pode se sentar ali”, explica a empresa no site, as poltronas escolhidas para bebês de dois dias a dois anos de idade passaram a ser sinalizadas com um ícone.

A companhia ressalta que o aviso pode não aparecer caso a passagem seja comprada por outro site ou se faz parte de alguma promoção. Se houver uma mudança de aeronave, os ícones também “podem não aparecer corretamente”.

A ação agradou muitos viajantes, como Rahat Ahmed. Em seu Twitter, ele agradeceu à companhia “por me alertar em quais locais os bebês planejam chorar e gritar durante uma viagem de 13 horas”. “Isso deveria ser obrigatório”, acrescentou, marcando no post outras companhias aéreas.

Contudo, o post gerou debate na rede social. Muitos usuários pediram compreensão e empatia: “como pai de cinco crianças e tendo viajado com elas quando ainda eram bebês, eu tentava de tudo para que não chorassem. Mas é difícil para os pais. E lembre-se: é apenas um dia, você irá sobreviver ao voo. Calma aí”, comentou um internauta.

“Todos nós já fomos pequenos. Essas pessoas que não suportam sentar perto de crianças deveriam reconsiderar e perceber que há coisas piores do que se sentar perto de um bebê chorando”, “eu costumava me sentir da mesma forma e dizer as mesmas coisas [que Ahmed]. Mas após ter meu filho, tenho muito mais empatia com pais viajando com crianças”, rebateram outros internautas.

Após a repercussão de seu tweet, Ahmed pareceu ter reconsiderado e acrescentou: “1) adultos podem ser tão ruins quanto crianças; 2) empatia é importante e cada situação é uma situação; 3) ver onde os bebês estão sentados pode ser um dos muitos tópicos que ajudam viajantes a planejar suas viagens”.

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