Um elefante adolescente, de 18 anos, que trabalha em uma atração turística no Sri Lanka morreu com suspeita de exaustão. Kanakota era responsável por transportar turistas nas costas há pelo menos quatro anos, segundo o jornal Metro UK.

O passeio custava US$ 30 por pessoa, aproximadamente R$ 120, e durava uma hora. Contudo, o veículo relata que o animal era constantemente ameaçado com um gancho de metal, peça bastante utilizada para domar elefantes. Ativistas defendem que a morte deva ser um alerta para que viajantes não contribuam com o turismo de exploração animal.

Moradores locais que testemunharam as últimas horas de Kanakota contaram ao jornal que o elefante havia realizado três viagens no dia 16 de Outubro. Ao ser preparado para a quarta, ele se recusou a se locomover e os turistas foram retirados de suas costas. Em seguida, o animal se deitou e faleceu.

De acordo com o Metro UK, há uma investigação em curso para apurar o motivo da morte, mas ativistas afirmam ter sido devido à exaustão. Animais que performam esses passeios costumam ter correntes presas as suas pernas e as solas das patas machucadas em decorrência dos exaustivos trajetos. A estrutura montada em suas costas para carregar os turistas também afeta a coluna dos elefantes.

“Até turistas se recusarem a andar de elefante, mais desses gigantes gentis vão continuar sofrendo e entrando em colapso por exaustão”, explicou Paul Healey, da organização Moving Animals. “Ativistas do Sri Lankan e amantes dos animais têm feito campanhas incansavelmente para aprovar esta lei de bem-estar animal que [pode] mudar as normas e oferecer aos animais a proteção que eles tanto precisam”, completou.

Na vida selvagem, elefantes costumam viver em média 60 anos.

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