O professor de física Isác Almeida, conhecido como Eddie Murphy (a semelhança com o ator é incrível), explica: “a piada ajuda o aluno a entender a matéria. Mas só é válida desde que não saia do contexto”.

Fábio Zarza, ex-aluno de Isác, diz que as gracinhas eram “uma maneira de fazer as pessoas assimilarem mais facilmente. Por exemplo, o Murphy fazia piadas com alguns conceitos de física que eu lembro até hoje”.

Mas será que tanta brincadeira não atrapalha a concentração dos estudantes? O Eddie diz que não, mas tudo tem que estar relacionado com a disciplina. “O aluno não quer saber de piadas desconexas. Ele se irrita quando a brincadeira não tem a ver com a aula”, diz.

A universitária Beatriz Corrêa lembra de um professor que a irritava: “no começo do ano ele era engraçado, mas daí começou a encher o saco. Ele perdia tempo com as brincadeiras sem graça e depois queria correr com a matéria”.

“Eu mudo o tom de voz”

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