O Virgula Lifestyle foi atrás de personalidades que são apaixonadas pela cidade de São Paulo e declararam todo o seu amor pela “selva de pedra” nesses 460 anos. Eles também nomearam aqueles que personificam a essência de ser paulistano. 

 Abaixo você confere os depoimentos de gente como o estilista Dudu Bertholini, o cineasta Heitor Dhalia, a empresária Flávia Ceccato, a DJ Ana Flávia, o músico Daniel Peixoto, o artista Felipe Morozini, o cheg Checho Gonzalez, a apresentadora Titi Muller, a cantora Ana Gelinskas, a humorista Amanda Ramalho e (sim, ela mesma) Elke Maravilha!

 

Flavia Ceccato, empresária > Guto Requena, arquiteto

“A essência do paulistano tem que traduzir a própria cidade. Esse mix louco, esse caos viciante. Cheia de vida, de extremos, de brilho, de luxo e de lixo. Cidade louca, de personalidade forte. Segure-se quem puder! Aguenta quem tem força, quem tem saco, quem não se contenta e quer mais. É preciso não ser cômodo para ser paulistano, quem quer tranquilidade mora na praia, no interior. Aqui não! Aqui é confusão minha gente! Eu moro em um andar alto, tenho paixão pela minha vista. Vista urbana. Vejo montanhas ao longe e não vejo fim. Tiro foto todos os dias dac idade e, a cada dia,  acho uma beleza diferente. Às vezes me enche! Me revolta, me cansa. São Paulo violenta, cara, mal educada. Assim como todo grande amor… Nem tudo são flores! Os obstáculos estão todos aí, é importante enxergar o todo, enxergar além. Amar apesar de… Você me pegou em um dia apaixonada por São Paulo! Uma pessoa que personifica esse espírito da cidade é meu amigo Guto Requena, arquiteto, cheio de vontade de mudanças. Cheio de vontade de fazer uma cidade melhor. Anda de bike, vai em manifestações por uma cidade mais tolerante e no baile black tie. Vai no parque e mora na Paulista. Toma cerveja no boteco e champagne nas festinhas. Está sempre com pressa. Tem estilo e personalidade. Tem doçura e fúria. É do interior e como eu, ama essa cidade”.

 

 

Dudu Bertholini, estilista > Fabio Kawallys, artista

“A essência de São paulo pode ser resumida em uma palavra: diversidade. Falo em diversidade humana, geográfica, arquitetônica e cultural. SP é a cara da mistura! É uma grande colagem viva de universos de estilos. Quando você olha os diversos grupos e sub-grupos interagindo é que você percebe a profundidade dessa variedade. É uma cidade livre e democrática. Uma pessoa que representa perfeitamente isso é o Fabio Kawallys, que é um artista multimídia que consegue traduzir nas suas criações o caos urbano da cidade. Ele reune o estilo punk-tropical-burguês-rocker com maestria nas peças que customiza e na sua arte”.

 

Ana Flávia, produtora de video e DJ > João Prehto, videomaker

“São muitos paulistanos diferentes! Mas a essência mais legal para mim é a das pessoas que realmente conhecem a cidade, que andam a pé, de onibus, que conhecem as quebradas, que não têm preconceito. O estilo desse paulistano é saber se virar, em qualquer ocasião. E não ser covarde, porque a cidade é complicada, as pessoas são difíceis. Quanto ao estilo de se vestir, são bem específicos. Acho que são, no geral, bem estilosos, cada um do seu jeito, cada um na sua turma. Acho que copiamos muito, mas também criamos muita tendência. Um paulistano de verdade para mim é o João Prehto, videomaker que mora na Pompéia, trabalha no Centro, tem namorada em Guarulhos, estudou na Zona Norte e faz freela em Pinheiros. Está sempre elegante, mas com simplicidade: meio indie, meio street, de mochila nas costas, tênis e fone de ouvido. E sempre pronto pra todas”.

 

Felipe Morozini, fotógrafo e multiartista > Marko Brajovic, arquiteto

“Acredito que o paulistano típico é um ser que absorve todas as novidades de uma maneira direta, quase pretensiosa. No vestir, prefere cores neutras, preto, branco e cinza. Cinza da cor do céu. Todas as outras cores ficam na periferia. Não acredito em grupos em São Paulo. Existe um grande grupo de 19.000.000 de habitantes que podem ser os judeus de Higienópolis, os iatlianos da Mooca e do Bixiga, o playboy da Vila Olimpia, o funk ostentação da periferia, o baixo Augusta, os empresários da Berrini ou os mendigos da Luz. Tudo isso junto é que faz a cidade ser tão especial. São as pessoas que fazem a cidade. E isso é lindo. Meu caro amigo Marko Brajovic, arquiteto croata, representa bem isso. Ele ama esta cidade e tenta todos os dias enxergá-la com outros e melhores olhos”.

Titi Muller, apresentadora > Jana Rosa, apresentadora

“São Paulo é muito plural, dependendo de onde você circula o estilo das pessoas é de um jeito. Mas é a capital do país onde as pessoas têm menos medo de ousar, tanto homem quanto mulher. Acho massa poder se montar em SP com um jaquetão, acho que a temperatura, o clima da cidade não é restrito por isso te permite. A Jana Rosa tem a cara da cidade. Ela resume bem esse pessoal da moda de SP, não se leva tão a sério, é ótimo! Ela sabe caçar tendência tanto de moda quanto de comportamento”.

 

Elke Maravilha> Hebe

“São Paulo é uma cidade aquariana que abraça novas possibilidades sempre. É uma cidade muito especial. Todo mundo diz tenho a cara dela. Acho que é pelo visual e porque é uma cidade rock`n`roll. SP é a cidade brasileira que melhor tem tem visão de futuro, mesmo com o ritmo das coisas no nosso país sendo devagar. São Paulo tem vontade de ser moderna e recebe as pessoas muito bem. Gosta de comprar a cultura, gosta de novidades e é uma mãe. Gente do Brasil inteiro está há muito tempo se alimentando física e espiritualmente de SP. A minha escolhida, aquela que ppersonifica isso tudo que eu disse, é a Hebe. mesmo não estando mais fisicamente entre nós, ela sempre vai representar a cara e as atitudes de São Paulo”.  

 

Checho Gonzalez, chef e criador Mercado Feira Gastronômica” > Henrique Fogaça, chef dono do restaurante Sal

Uma coisa que sempre gostei de São Paulo e que muitas pessoas criticam é que existem vários meios e tipos. Temos os moderninhos, hippies, o povo do rock, os ‘coxinhas’… É um reflexo de uma cidade cosmopolita e enriquece. Temos também os imigrantes com sua comida e cultura e que ajudam tudo isso a se multiplicar. A diversidade opera na cidade. Costumo dizer que aqui a gente pode ser diferente quando puder e igual quando quiser. Mas, ao mesmo tempo, São Paulo é bem dualista e bem fechada. Mas, uma vez que se abre vira uma mãe. Na gastronomia, estamos passando por uma grande mudança e estamos encabeçando essa movimentação. Um dos caras que é um retrato disso tudo é o Henrique Fogaça. Ele é caipira de Piracibaca, criado em Ribeirão Preto. Maloqueiro das ruas, cozinheiro, todo tatuado, com uma cara de mau que é só fachada. Ele é super gente boa e foi extremamente bem aceito por São Paulo. Começou fazendo um café na Galeria Vermelho. Estudou, cresceu e hoje seu restaurante é conhecido e ele se tornou um chef de peso. Continua sendo maloqueiro, mas ninguém se importa porque ele faz diferença”.

 

 

Heithor Dhalia, cineasta > Arnaldo Antunes, cantor e músico

“São Paulo tem fama de ser dura, de concreto, mas sempre me chamou a atenção a gentileza dos paulistanos. É muito grande, existe uma educação na cidade. Já os estilos são todos! Tem essa coisa de múltiplas tendências. O tempo todo em mutação. Mais paulista que o Arnaldo Antunes é impossível. Ele é poeta, concretista, músico, urbano e muito gentil.”

 

Daniel Peixoto, cantor e músico > Lalai Persson, publicitária, sócia da Remix Social Ideas e DJ

“Poderia começar citando Caetano: ‘Rita lee é sua mais completa tradução’, mas os temos são outros. Quero dizer, antes de tudo, que a decisão mais feliz da minha vida foi me mudar para São Paulo, em 2005. Cheguei adolecente, saído do Ceará, cheio de um mix de sonhos e expectativas. Que nunca me foram frustradas, e eu sei que não acontece dessa maneira com todos os que se aventuram de outra cidade à pauliceia. Conhecí pessoas maravilhosas e o mais legal, consegui amizade e respeito de muitos dos meus ídolos. O que mais me atrai na cidade é essa diversidade cultural que está em toda parte. Tive acesso a tudo que eu gostaria de ter e fiz muitos amigos bacanas. Vejo o paulista hoje como uma figura extremamente competente e que trabalha bastante. Lógico que numa cidade com tantos milhões de habitantes é dificil fazer a manutenção de uma amizade, mas todos fazem uma força e conseguem. Meu paulistano ideal é uma pessoa bacanérrima: Lalai Persson, que conhece TUDO da cidade de dia e de noite. Ela transita entre vários universos como os da moda, música, festa, publicidade e todos a amam”.

 

Ana Gelinskas, cantora> Heitor Werneck, produtor cultural e ícone da noite paulistana

“A essência do estilo paulistano é essa multiplicidade, esse espirito de ‘colcha de retalhos’ e isso se reflete desde os habitantes até a arquitetura. Tudo intensamente heterogêneo. São Paulo tem uma alma hedonista. Acho que é aí que ela seduz. Nos restaurantes incríveis, na vida noturna que não para nunca, a despeito de um ‘encareteamento’ que vem acontecendo na última década. O Heitor Werneck, meu ex-marido, tem a cara de SP. Ele carrega esse estilo punk/SM/fetish/candomblé/new romantic na vida dele. É uma diversidade só! Ele é estilista, produtor cultural, ativista e ícone da noite da cidade dos anos 80 e 90. É uma explosão de informações, assim como São Paulo e, assim como ela, sempre se reinventando”.

Amanda Ramalho, integrante do programa Pânico > Deus, o todo poderoso

“Adoro São Paulo porque não preciso sair de casa, afinal tem muitos restaurantes delivery. SP é tão boa que você não precisa nem colocar o pé do lado de fora. Eu particularmente sempre acho algo em comum com alguém. Tenho certeza que todos, todos, todos os habitantes se parecem comigo em algum ponto. Isto é São Paulo, que pode ser todo mundo. Todo mundo tem uma intersecção. mas, se for para citar um nome, acho que é Deus. Ele aceita todo mundo e não dizem que São Paulo aceita tudo e todos? Se Deus existe ele é a cidade de SP“.

 

11 personalidades bacanas indicaram gente que são a cara da cidade

Sem mais artigos